Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Em Pequim, Putin e Xi anunciam planos para fortalecer laços militares

Em declaração conjunta, os líderes se mostraram de acordo em relação à Ucrânia e criticaram os Estados Unidos

Por Da Redação
Atualizado em 16 Maio 2024, 14h23 - Publicado em 16 Maio 2024, 11h12

O presidente russo Vladimir Putin desembarcou em Pequim nesta quinta-feira, 16, para um encontro com o presidente chinês Xi Jinping em sua primeira viagem ao exterior desde que foi reeleito. Os líderes falaram sobre planos para intensificar os laços militares e fizeram críticas aos Estados Unidos.

Pequim e Moscou afirmaram estar de acordo sobre a guerra na Ucrânia e demonstraram preocupação em relação aos planos de Washington para o avanço das armas não nucleares de alta precisão, alegando que o país visa violar o equilíbrio nuclear estratégico.

Putin descreveu a conversa com Xi como “calorosa e camarada” e afirmou que os dois países estão fortalecendo seus laços em diversos setores, incluindo a fabricação chinesa de carros na Rússia e a cooperação nuclear e energética.

Em declaração conjunta, os líderes afirmaram que a colaboração entre dois países nos setores de defesa resultou em melhoras na segurança regional e global. Putin agradeceu a China por tentar resolver a crise na Ucrânia e ambos afirmaram que uma solução política para a guerra era a “direção correta”, alegando que se opõem a um conflito prolongado no país e a possibilidade do início de uma fase incontrolável.

“Juntos estamos defendendo os princípios da justiça e de uma ordem mundial democrática que reflita as realidades multipolares e baseada no direito internacional”, disse Putin.

Continua após a publicidade

Xi e Putin celebrarão os 75 anos de relação entre os dois países, desde que a União Soviética reconheceu a República Popular da China, proclamada por Mao Tsé-tung em 1949. Ao longo de sua viagem de dois dias, Putin também visitará a cidade de Harbin, no nordeste chinês, que foi construída sob grande influência da arquitetura e cultura russa.

Desavenças com o Ocidente

No mês passado, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, visitou Pequim em uma tentativa de persuadir a China a usar seu relacionamento com Moscou para se posicionar contra a invasão do território ucraniano. No entanto, os esforços americanos deram poucos frutos: Xi afirmou que Moscou e Pequim resistiriam à pressão ocidental para limitar seus laços.

“O relacionamento China-Rússia hoje é arduamente conquistado, e os dois lados precisam apreciá-lo e nutri-lo”, disse o líder chinês.

Em uma crítica clara à decisão da União Europeia de utilizar os lucros gerados por ativos congelados do banco central russo para financiar a defesa da Ucrânia na guerra, a declaração conjunta de Xi e Putin condenou políticas de apreensão de propriedades de estados estrangeiros.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.