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Em Paris, ativista do Femen ‘mata’ estátua de Putin

Ataque ocorreu no Museu Grévin, localizado no centro da capital francesa

Uma militante do grupo feminista Femen atacou nesta quinta-feira uma estátua do presidente russo Vladimir Putin, em um museu de Paris. Trajando seu tradicional uniforme de ativismo – o topless – a jovem utilizou uma estaca para atacar a figura, como se um vampiro fosse. Testemunhas da cena, as imagens da chanceler alemã Angela Merkel, do presidente francês François Hollande, de Barack Obama e do rei espanhol Juan Carlos nada fizeram diante da agressora. Todos fazem parte do acervo do Museu Grévin, no centro da capital francesa, especializado em figuras de cera. A ativista foi detida e não teve sua identidade revelada pela polícia.

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Segundo a direção do Museu Grévin, esta é a primeira vez que uma estátua é destruída, embora haja histórico de alguns eventos envolvendo políticos feitos de cera. A estátua de Valéry Giscard d’Estaing (presidente da França entre 1974 e 1981) desapareceu em 1980. No ano anterior, a réplica de cera de Georges Marchais (líder do Partido Comunista francês entre 1972 e 1994) foi roubada por militantes extremistas de direita. Dias depois, a estátua foi encontrada em um poço no Jardim Botânico, enforcado com uma corda.

Putin vai à França para a comemoração do 70º aniversário do Dia D, data que marca o desembarque aliado na Normandia durante a II Guerra Mundial, no dia 6 de junho. Na agenda, além da solenidade, o presidente russo irá se encontrar nesta quinta-feira com seu colega francês François Hollande. Os dois devem discutir saídas para a crise no leste da Ucrânia.

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