Em nova escalada, Zelensky ordena 1.000 ataques de drones por dia contra a Rússia
Declaração do presidente ucraniano ocorre em meio à intensificação das ofensivas russas
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, determinou nesta sexta-feira, 28, que as Forças Armadas ucranianas ampliem para 1.000 por dia os ataques de longo alcance com drones contra a Rússia, contra cerca de 300 atualmente.
“É preciso fazer mais: há uma meta concreta, e vamos cumprir essa tarefa”, disse Zelensky em pronunciamento.
A declaração do presidente ucraniano ocorre em meio à intensificação dos ataques russos e à pressão de Kiev por mais sistemas de defesa aérea. A Ucrânia depende de mísseis do sistema de defesa aérea Patriot, fornecidos pelos Estados Unidos para interceptar parte dos mísseis russos. Washington, no entanto, reduziu seus estoques após o uso de grande quantidade de interceptadores durante o conflito com o Irã e tem demonstrado resistência em ampliar os envios.
Nesta quinta-feira, a Rússia lançou uma nova onda de ataques com mísseis e drones contra a Ucrânia, atingido a capital, Kiev, e outras cidades, segundo autoridades ucranianas. A Força Aérea ucraniana afirmou que a ofensiva envolveu dois mísseis de cruzeiro antinavio Oniks, 258 drones e uma quantidade não informada de mísseis balísticos.
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De acordo com a ONU, 16,4 mil civis morreram e 48,6 mil ficaram feridos na Ucrânia desde o início da invasão russa. Julho foi o mês mais letal para a população civil ucraniana desde março de 2022.
Ajuda externa
No início da semana, a União Europeia (UE) anunciou um novo pacote de ajuda de 6,1 bilhões de euros (cerca de R$ 36 bilhões) para a Ucrânia, ao passo que lideranças do velho continente viajaram a Kiev enquanto o país celebrava o 35º aniversário de sua independência na segunda-feira.
A ajuda é parte de um empréstimo de 90 bilhões de euros concedido a Kiev. Mais da metade do montante será destinada à assistência militar, incluindo o reforço da defesa aérea, além da aquisição de mísseis e munições.
A Comissão Europeia justificou a liberação do valor afirmando que o fortalecimento das defesas ucranianas se tornou cada vez mais urgente. Segundo o bloco, a Rússia realizou quase 400 ataques com mísseis apenas em julho.






