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Em meio à pandemia, Texas se prepara para enfrentar furacão Hanna

Tempestade deve atingir a costa entre Corpus Christi e Brownsville; o Texas é um dos estados americanos com maior índice de contágio de Covid-19

Por Da Redação - 25 jul 2020, 18h53

Uma das regiões mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus nos Estados Unidos, o Texas se prepara para entrentar o furacão Hanna, o primeiro do Atlântico na temporada de 2020. O ciclone de categoria 1, com ventos de cerca de 130 km/h, causará fortes chuvas, grandes ondas de tempestades e inundações. Formado na noite da quinta-feira 23 no Golfo do México, Hanna se transformou em um furacão na noite de sexta-feira e deve atingir o território texano ainda neste sábado, 25, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) dos EUA, em boletim divulgado no início desta tarde.

Embora os Estados Unidos sejam recorrentemente atingidos por fenômenos naturais, ainda ainda não aconteceu este ano. Apesar disso, o impacto ao país, que hoje tem mais 4 milhões de casos de Covid-19 confirmados, pode ser catastrófico. A ocorrência do furacão tem potencial para deixar milhões de pessoas desabrigadas, o que causaria aglomerações em espaços comunitários. O Texas tem mais de 380.000 pessoas infectadas pelo vírus.

A previsão é que a tempestade deva atingir a costa entre Corpus Christi e Brownsville, uma região com dificuldades para conter surtos de Covid-19 nas últimas semanas. Mais de 400 pessoas na cidade de Corpus Christi, com 325.000 habitantes, foram hospitalizadas com o novo coronavírus só na última sexta-feira.

Para conter o impacto do furacão, a metrópole ordenou o fechamento de bibliotecas e museus. Hanna pode causar mais de 450 milímetros de precipitação neste estado do sul dos EUA, destacou o boletim do NHC, que adverte ainda que os estados mexicanos de Coahuila, Nuevo León e o norte de Tamaulipas serão afetados pelas chuvas, que elevarão o volume dos rios no Texas.

Além disso, no Pacífico, o furacão Douglas se aproxima do Havaí, e a tempestade tropical Gonzalo, no Atlântico, encontra-se perto das ilhas de Barlovento. O primeiro, que chegou a ser um poderoso furacão de categoria 4, enfraqueceu-se até virar uma tormenta de categoria 2, com ventos de cerca de 170 km/h.

O NHC acredita que o furacão Douglas continuará perdendo força, à medida que se aproxima do Havaí, o que provocará fortes ventos e ondas altas. Os alertas foram acionados hoje nos condados do Havaí e de Mauí, assim como em Oahu. Já Gonzalo atingia com fortes chuvas as Ilhas de Barlovento. A previsão é que perca força e se dissipe até o domingo à noite.

(Com Agência France Press)

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