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Em livro, jornalista se refere a Strauss-Kahn como ‘porco’

Tristane Banon explica por que levou acusações de agressão sexual à Justiça

Por Da Redação 12 out 2011, 10h21

A jornalista Tristane Banon, que lança nesta quinta-feira um livro sobre os motivos que a fizeram denunciar Dominique Strauss-Kahn, evita citar o nome do ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), se referindo a ele pelas palavras “porco”, “babuíno”, ou aquele que lhe “roubou” a vida.

Entenda o caso

  1. • A jornalista francesa Tristane Banon acusa Dominique Strauss-Kahn de tentativa de estupro quando o entrevistava para um livro em 2003, quando ela tinha 23 anos.
  2. • A primeira vez que ela falou sobre o caso foi em 2007, a um programa de TV, e desde então o caso havia sido esquecido – segundo ela, a pedido de sua mãe, colega de partido de DSK.
  3. • Quatro anos depois, Tristane decidiu reavivar a história, aproveitando-se do processo movido pela camareira de um hotel de luxo de Nova York, que dizia ter sido atacada por Strauss-Kahn.
  4. • O caso nos Estados Unidos foi arquivado por falta de provas e DSK pode voltar para a França, onde agora precisa enfrentar a Justiça nesta nova acusação, enquanto processa a jornalista por calúnia.

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De acordo com a editora Au Diable Vauvert, o livro Le Bal des hypocrites (O baile dos hipócritas, em tradução livre) não é lançado como um acerto de contas, mas sim para explicar a razão que Tristane teve para levar as acusações de agressão sexual até a Justiça.

A rede de televisão francesa BFM teve acesso a alguns trechos desta publicação de 128 páginas, nas quais a autora evita citar o político e economista francês de forma direta, utilizando os termos “cochon” (porco) ou “l’homme babouin” (babuíno), comparando Strauss-Kahn com esse tipo de primatas.

Outras pessoas que teriam traído Tristane também não tiveram seu nome citado. É o caso do socialista François Hollande, que de acordo com a jornalista tinha conhecimento da suposta agressão e recomendou a denúncia, mas negou envolvimento quando o escândalo explodiu.

Oito anos depois do suposto incidente, Tristane parece continuar com problemas para pronunciar o nome de Strauss-Kahn, e de acordo com Marion Mazauric, responsável pela editora que publica o livro, ela prefere recorrer a adjetivos como “mau” ou “vilão”. O livro é escrito como uma espécie de diário retroativo, começa em maio, quando o economista foi denunciado em Nova York por uma funcionária de hotel, e termina em julho, mês em que Tristane acusou Strauss-Kahn nos tribunais franceses.

Para Marion, o desabafo da escritora nos textos foi uma forma de “resistir à pressão”. A editora se diz orgulhosa de ter sido escolhida para publicar o livro por seus “compromissos feministas”. “Ela não está encorajada pelo mercantilismo”, disse Marion sobre a escritora ao jornal L’Express. De acordo com a editora, Tristane pretende entregar a associações feministas todo o lucro obtido com a obra, que terá 40.000 exemplares na primeira tiragem.

(Com agência EFE)

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