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Em discurso na ONU, Raúl Castro ressalta condições para normalização de relações com EUA

Segundo o presidente cubano, as relações só serão reestabelecidas quando "for colocado um fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro”

Por Da Redação 28 set 2015, 19h24

O presidente de Cuba, Raúl Castro, discursou pela primeira vez na Assembleia Geral da ONU, nesta segunda-feira. O cubano afirmou que o “longo processo de normalização das relações” com os Estados Unidos terminará quando, entre outras medidas, o governo americano devolver a base de Guantánamo e pagar compensações pelos embargos comerciais empregados.

“Após 56 anos de heroica e abnegada resistência do povo cubano, foram restabelecidas as relações diplomáticas e as embaixadas nas respectivas capitais”, afirmou Castro sobre a normalização dos vínculos entre Cuba e EUA. Contudo, deixou claro que o completo reestabelecimento das relações só será concluído quando, entre outras medidas exigidas, “for colocado um fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba”.

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Em seu discurso, Raúl Castro também expressou solidariedade com a Venezuela frente “às tentativas de desestabilizar e subverter o ordenamento constitucional”, e com o Equador, cujo presidente, Rafael Correa, “se tornou o alvo do mesmo roteiro de desestabilização aplicado contra outros governos progressistas da região”.

Castro também se solidarizou com a Argentina por sua “legítima reivindicação de soberania” sobre as ilhas Malvinas e outras regiões do Atlântico Sul e com o povo de Porto Rico, que segundo ele, “merece ser livre e independente, depois de mais de um século submetido à dominação colonial”.

(Com agência EFE)

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