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Em discurso na ONU, Malala diz que não será silenciada por ameaças

Paquistanesa comemorou seus 16 anos com apelo pela educação infantil

Por Da Redação
12 jul 2013, 13h27

Em seu primeiro discurso público desde que foi baleada pelos talibãs e no dia de seu aniversário de 16 anos, a adolescente paquistanesa Malala Yousafzai disse na Organização das Nações Unidas (ONU), nesta sexta-feira, que não será silenciada por ameaças terroristas. Malala, que virou um símbolo da luta pelos direitos da educação de meninas no Paquistão, também fez um apelo por educação gratuita e obrigatória para todas as crianças do mundo.

“Eles pensaram que a bala iria nos silenciar, mas eles falharam”, disse Malala na Assembleia de Jovens da ONU em seu aniversário de 16 anos, em um discurso no qual pediu mais esforços globais para permitir que as crianças tenham acesso a escolas.

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“Os terroristas pensaram que eles mudariam meus objetivos e interromperiam minhas ambições, mas nada mudou na vida, com exceção disto: fraqueza, medo e falta de esperança morreram. Força, coragem e fervor nasceram”, completou, em um discurso muito aplaudido. Gordon Brown, ex-primeiro-ministro britânico e enviado especial da ONU para a educação, elogiou Malala como “a garota mais corajosa do mundo” ao apresentá-la à Assembleia de Jovens da ONU.

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Usando um véu rosa, Malala disse aos cerca de 1.000 estudantes do mundo inteiro que participavam da Assembleia em Nova York que a educação é a única forma de melhorar condições de vida. “Vamos pegar nossos livros e canetas, eles são as nossas armas mais poderosas. Uma criança, um professor, uma caneta e um livro podem mudar o mundo. Educação é a única solução”, disse a jovem.

Ataque – A jovem defensora da educação para meninas foi atingida na cabeça por um tiro de talibãs enquanto seguia para a escola, em um ônibus, perto de sua casa no Vale do Swat no dia 12 de outubro de 2012. Ela recebeu tratamento médico na Grã-Bretanha, onde mora atualmente. O ataque chamou a atenção do mundo para a campanha de Malala a favor de mais oportunidades de estudo para as mulheres.

Malala apresentou ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, uma petição assinada por quatro milhões de pessoas. O documento, em apoio a 57 milhões de crianças sem condições de ir à escola, pede a líderes globais para angariar fundos para novos professores, escolas e livros e o fim do trabalho e tráfico infantil.

(Com agências France-Presse e Reuters)

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