Clique e assine com até 92% de desconto

Em discurso contra a corrupção, papa pede que cidadãos resistam aos ganhos fáceis

Pronunciamento ocorreu em Scampia, bairro de Nápoles vinculado à máfia local. Pontífice pediu aos fiéis que busquem a dignidade do trabalho honesto

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 21h37 - Publicado em 21 mar 2015, 10h10

O papa Francisco aproveitou sua visita a um reduto da máfia napolitana Camorra para condenar a corrupção. Para o pontífice, quem permite suborno ‘fede’ como um animal morto.

“Quanta corrupção há no mundo. (…) A corrupção é suja e a sociedade corrupta é uma porcaria. Um cidadão que deixa que a corrupção o invada não é cristão”, disse. As afirmações foram feitas em Scampia, um dos bairros da periferia de Nápoles, que tradicionalmente esteve vinculado à máfia local, a Camorra.

Francisco pediu na praça principal da cidade a dezenas de milhares de pessoas que resistam aos “ganhos fáceis ou renda desonesta” do tráfico de drogas. O papa disse que os napolitanos devem resistir à exploração vinda da máfia e pediu aos cidadãos da região que busquem a dignidade do trabalho honesto.

Rodeado de crianças que cantavam seu nome, Francisco descreveu Nápoles como uma cidade na qual se tentou criar uma “terra de ninguém” e que tem inúmeros desafios no dia a dia.

Leia mais:

Sabe aquela do argentino? O papa Francisco contou

Continua após a publicidade

Papa Francisco defende financiamento público de campanha

Em VEJA: Estilo boquirroto de Francisco começa a fazer barulho demais

O papa também insistiu na importância de dividir uma boa educação para formar, assim, a jovens e ensiná-los a se afastar de práticas delituosas. “A educação é o caminho justo porque previne e ajuda a ir para frente”, reforçou.

O bispo de Roma aproveitou a ocasião para se dirigir aos milhares de napolitanos presentes para incentivá-los a lutar contra o mal e a ter o valor e a coragem de ir pelo caminho da justiça. “Espero que tenham a coragem de seguir adiante com alegria, de levar esperança, de ir pelo caminho do bem e não pela do mal”, disse.

(Com agência EFE e Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade
Publicidade