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Em ‘Dia da Terra’, confrontos deixam 40 palestinos feridos

Israel está em estado de alerta, enquanto os árabes protestam contra ocupação

Por Da Redação 30 mar 2012, 12h27

Quarenta palestinos ficaram feridos nesta sexta-feira em confrontos com as forças israelenses na Cisjordânia ocupada, por ocasião do “Dia da Terra”. Dezenas de milhares de pessoas participavam da manifestação anual, quando explodiram choques entre jovens que jogavam pedras e soldados que disparavam balas de borracha e granadas de efeito moral. Os confrontos ocorreram na represa de Qalandia, perto de Jerusalém.

A polícia de Israel declarou estado de alerta máximo em todas as cidades habitadas por uma minoria palestina, principalmente na localidade de Dir Hana, na Galiléia, e na zona de Wai Naeem, no Neguev, onde acontecerão as duas principais manifestações. O desdobramento de segurança é completado pelo Exército israelense no perímetro exterior de Jerusalém, Cisjordânia e nas fronteiras com Gaza, Jordânia, Líbano e Síria.

Em Jerusalém Oriental, a polícia israelense prendeu quatro palestinos que oravam na rua por terem tentado entrar na Esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha. Apenas os palestinos de mais de 40 anos e com carteira de identidade de residente fornecida por Israel poderiam entrar na esplanada. No norte da Cisjordânia, 1.000 pessoas desfilavam por Kafr Qadum, a oeste de Nablus, setor decretado zona militar e cercado pelo Exército israelense.

Gaza – No norte de Gaza, foram registrados dois feridos quando um grupo de jovens se aproximou da fronteira com Israel para jogar pedras. De acordo com o porta-voz dos serviços de emergência Adham Abu Salmiye, eles foram atingidos por disparos de soldados israelenses e transferidos para hospitais da região.

A concentração ocorreu na localidade de Bet Lahiye, no extremo norte do território controlado pelo Hamas, onde estiveram presentes palestinos de toda a faixa, indicaram testemunhas. Os manifestantes continuaram o protesto na parte palestina da passagem fronteiriça, embora várias dezenas deles, sobretudo jovens, se aproximaram da cerca de segurança que separa este território do israelense.

Um porta-voz militar israelense confirmou que soldados abriram fogo na passagem fronteiriça, mas explicou que apontaram para o alto e que os disparos foram feitos em sinal de advertência. Segundo as testemunhas, a polícia do movimento islâmico Hamas reforçou o controle em todos os acessos para impedir que os manifestantes se aproximassem da fronteira com Israel.

Protesto – O “Dia da Terra”, celebrado todos os anos no dia 30 de março pela minoria árabe de Israel, lembra a morte, em 1976, de seis membros de sua comunidade durante uma greve geral contra o confisco de terrenos pelas autoridades israelenses. Em junho passado, morreram 15 pessoas (dez na fronteira com o Líbano, quatro no território sírio ocupado do Golã e uma em Gaza) em um protesto do mesmo tipo.

O protesto deste ano se centra em Jerusalém e se viu reforçado pela iniciativa internacional “Marcha Global para Jerusalém”, que conseguiu reunir dezenas de milhares de ativistas na Cisjordânia, Gaza, Jerusalém Oriental, Líbano, Síria e Jordânia. As marchas são realizadas sob o lema “Não à judaização de Jerusalém”. Por isso, também estão destacados muitos policiais em torno da Cidade Velha dessa localidade devido ao temor de distúrbios.

(Com agência France-Presse e EFE)

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