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Em crise, Sudão ordena libertação de todos os presos políticos no país

Protestos públicos foram proibidos e são frequentemente reprimidos pelas forças de segurança do país

Por Da redação 10 abr 2018, 21h46

O presidente do Sudão, Omar al Bashir, ordenou nesta terça-feira a libertação de “todos os presos políticos no país” em resposta a pedido dos partidos e grupos que participam do processo de diálogo nacional, informou a agência oficial de notícias Suna.

Um decreto presidencial detalha que “a libertação dos presos políticos fortalece o espírito de reconciliação, harmonia nacional e a paz”.

A fonte destacou que o decreto “abre as portas para a participação de todas as forças políticas na consulta sobre assuntos nacionais”, assim como na fase seguinte para “preparar uma Constituição permanente no país”.

Segundo o Ministério de Estado da Presidência, citado pela agência, esta ordem terá efeito “imediato”, mas não foram dados mais detalhes sobre o número de presos libertos nem quando acontecerá a libertação.

Dezenas de pessoas foram detidas em janeiro deste ano no Sudão por protestarem contra reformas econômicas e a alta dos preços de bens básicos. Alguns ativistas foram libertados, mas muitos permaneceram detidos, incluindo os principais líderes da oposição, Khaled Omar, do partido do Congresso Sudanês, e Mokhtar al-Khatib, chefe do Partido Comunista do Sudão.

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O Sudão atravessa uma crise econômica e hiperinflação, causando descontentamento, apesar de protestos públicos terem sido proibidos e frequentemente reprimidos pelas forças de segurança.

As embaixadas dos Estados Unidos e de diversos países europeus já haviam pedido a libertação dos prisioneiros. As missões diplomáticas afirmam que muitos dos detidos estão sendo mantidos em condições desumanas.

A inflação no Sudão chegou a 52,37% em janeiro de 2018 – em dezembro marcava 25,15% -, o que representa uma alta de quase 100% causada principalmente pela desvalorização da moeda local em relação ao dólar.

(Com EFE)

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