Em crise de popularidade, Trump faz discurso de tons eleitoreiros na ONU
Presidente americano discursou na Assembleia Geral nesta terça-feira
Exaltando seus próprios feitos, apesar de uma crise de popularidade, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta terça-feira, 22, no debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas. As falas, de tons eleitoreiros, precedem as eleições de meio de mandato, marcadas para novembro e quando boa parte do Congresso americano será renovada.
“Herdamos uma era sombria para a América da administração anterior e a transformamos na era de ouro da América”, disse ele, exaltando seu desempenho nas áreas de economia, imigração e criminalidade. “Três anos atrás, nosso país estava no leito de morte. Agora temos as fronteiras mais seguras do mundo, ninguém entra sem que tenha permissão”.
Segundo o presidente, “antes de eu assumir o cargo, tínhamos a pior e mais perigosa fronteira do mundo e, agora, temos a fronteira mais segura da história americana”.
“Ninguém entra a menos que seja convidado, a menos que tenha permissão. Nos últimos 16 meses, zero imigrantes ilegais foram admitidos nos Estados Unidos. E isso é feito por pessoas muito sofisticadas. Não é feito pela administração Trump. Zero”, afirmou.
A aprovação do presidente, no entanto, caiu para 32%, o menor índice de sua carreira política, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira, 21. No cenário eleitoral, 44% disseram que votariam em candidatos democratas nas midterms, contra 37% em republicanos – a diferença de sete pontos é a maior desde que Trump voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025.
Os dados mostram que os americanos estão decepcionados, em particular, com a gestão da economia. Trump fez campanha com a promessa de manter a inflação sob controle e evitar guerras prolongadas, mas o conflito no Oriente Médio se estendeu por mais tempo do que o previsto por seu governo e efetivamente paralisou um quinto do comércio global de petróleo com o fechamento do Estreito de Ormuz.
Nos Estados Unidos, a população sentiu o baque no bolso com a disparada da gasolina (mais de 40%), que incidiu sobre os preços de outros insumos (em especial, alimentos). Em junho, a Moody’s Analytics estimou que a guerra custou aos americanos cerca de US$ 1. 000 por domicílio desde o início do conflito, em fevereiro.
Em um comício político em Nova York no mês passado, Trump declarou que pagar “um pouquinho a mais pela gasolina” vale o custo de garantir que “um país muito maligno” não possua uma arma nuclear — o programa de enriquecimento de urânio dos aiatolás encabeça o rol de justificativas de Washington e Israel para iniciar a guerra.
+ Aprovação de Trump chega ao menor nível de sua carreira política, aponta pesquisa
Sobre a guerra, iniciada por ataques americanos e israelenses contra o Irã em fevereiro, Trump afirmou ao longo de seu discurso que, se autoridades iranianas não quiserem um acordo, terá que “aniquilar a República Islâmica”.
“Será feito um acordo com o Irã que lhes permita reconstruir e criar um país muito maior do que jamais foi? ”, disse Trump, descrevendo a escolha que, segundo ele, estava diante dele. “Ou eu aniquilo a República Islâmica? ”
“Será feito um acordo com o Irã que lhes permita reconstruir e criar um país muito maior do que jamais foi? ”, disse Trump, descrevendo a escolha que, segundo ele, estava diante dele. “Ou eu aniquilo a República Islâmica? ”





