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Em crise de popularidade, Trump faz discurso de tons eleitoreiros na ONU

Presidente americano discursou na Assembleia Geral nesta terça-feira

Por Caio Saad Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 set 2026, 11h46 | Atualizado em 22 set 2026, 12h05
Em crise de popularidade, Trump faz discurso de tons eleitoreiros na ONU Priorize VEJA no Google

Exaltando seus próprios feitos, apesar de uma crise de popularidade, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou nesta terça-feira, 22, no debate geral da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas. As falas, de tons eleitoreiros, precedem as eleições de meio de mandato, marcadas para novembro e quando boa parte do Congresso americano será renovada.

“Herdamos uma era sombria para a América da administração anterior e a transformamos na era de ouro da América”, disse ele, exaltando seu desempenho nas áreas de economia, imigração e criminalidade. “Três anos atrás, nosso país estava no leito de morte. Agora temos as fronteiras mais seguras do mundo, ninguém entra sem que tenha permissão”.

Segundo o presidente, “antes de eu assumir o cargo, tínhamos a pior e mais perigosa fronteira do mundo e, agora, temos a fronteira mais segura da história americana”.

“Ninguém entra a menos que seja convidado, a menos que tenha permissão. Nos últimos 16 meses, zero imigrantes ilegais foram admitidos nos Estados Unidos. E isso é feito por pessoas muito sofisticadas. Não é feito pela administração Trump. Zero”, afirmou.

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A aprovação do presidente, no entanto, caiu para 32%, o menor índice de sua carreira política, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda-feira, 21. No cenário eleitoral, 44% disseram que votariam em candidatos democratas nas midterms, contra 37% em republicanos – a diferença de sete pontos é a maior desde que Trump voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025.

Os dados mostram que os americanos estão decepcionados, em particular, com a gestão da economia. Trump fez campanha com a promessa de manter a inflação sob controle e evitar guerras prolongadas, mas o conflito no Oriente Médio se estendeu por mais tempo do que o previsto por seu governo e efetivamente paralisou um quinto do comércio global de petróleo com o fechamento do Estreito de Ormuz.

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Nos Estados Unidos, a população sentiu o baque no bolso com a disparada da gasolina (mais de 40%), que incidiu sobre os preços de outros insumos (em especial, alimentos). Em junho, a Moody’s Analytics estimou que a guerra custou aos americanos cerca de US$ 1. 000 por domicílio desde o início do conflito, em fevereiro.

Em um comício político em Nova York no mês passado, Trump declarou que pagar “um pouquinho a mais pela gasolina” vale o custo de garantir que “um país muito maligno” não possua uma arma nuclear — o programa de enriquecimento de urânio dos aiatolás encabeça o rol de justificativas de Washington e Israel para iniciar a guerra.

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+ Aprovação de Trump chega ao menor nível de sua carreira política, aponta pesquisa

Sobre a guerra, iniciada por ataques americanos e israelenses contra o Irã em fevereiro, Trump afirmou ao longo de seu discurso que, se autoridades iranianas não quiserem um acordo, terá que “aniquilar a República Islâmica”.

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“Será feito um acordo com o Irã que lhes permita reconstruir e criar um país muito maior do que jamais foi? ”, disse Trump, descrevendo a escolha que, segundo ele, estava diante dele. “Ou eu aniquilo a República Islâmica? ”

“Será feito um acordo com o Irã que lhes permita reconstruir e criar um país muito maior do que jamais foi? ”, disse Trump, descrevendo a escolha que, segundo ele, estava diante dele. “Ou eu aniquilo a República Islâmica? ”

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