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Em cartas, Kim diz que relação com Trump é digna de ‘filme de fantasia’

Documentos estão em novo livro do proeminente jornalista Bob Woodward, que promete ir mais à fundo nos bastidores da Casa Branca

Por Da Redação - Atualizado em 20 ago 2020, 15h44 - Publicado em 13 ago 2020, 13h05

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, classificou sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como algo que saiu de “um filme de fantasia”, segundo 25 cartas enviadas pelos dois mandatários e que serão exploradas no livro Rage, do jornalista americano Bob Woodward, que será lançado em setembro.

A relação entre Kim e Trump foi do ódio, com ameaças do uso de armas nucleares – e de quem teria o maior botão vermelho –, para a troca de mensagens de afeto. Nas cartas, “Kim descreve o vínculo entre os dois líderes como digno de um ‘filme de fantasia'”, afirma a editora Simon & Schuster na página dedicada ao livro na Amazon.

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A relação entre Pyongyang e Washington é conturbada e frágil. Os Estados Unidos desejam que a Coreia do Norte se livre de todo seu arsenal nuclear antes de retirarem as sanções econômicas. O país asiático, que não quer se livrar das armas de uma vez pois teme a perda de seu poder de barganha, pretende desativar as bombas à medida que as restrições forem suspensas.

As negociações para a resolução do impasse, no entanto, não avançaram muito e passam por uma estagnação desde o fiasco do segundo encontro entre os países, em fevereiro de 2019 em Hanói. Desde então, não houve sinal de aproximação entre os governos, enquanto a tensão entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul aumenta.

O livro é sequência direta de Medo: Trump na Casa Branca, lançado em 2019, que cobriu os dois primeiros anos do magnata como presidente dos Estados Unidos. O livro, que contou com centenas de entrevistas com pessoas próximas ao republicano, expôs, à época, o amadorismo e improviso dentro do Salão Oval. Desta vez, promete a editora, o livro mostra “como as respostas de Trump para as crises de 2020 foram baseadas nos instintos, hábitos e estilo que ele desenvolveu durante seus primeiros três anos como presidente”.

Ao contrário do primeiro livro, que Trump tentou desacreditar chamando-o de “piada” e “fraude” apesar de ter classificado Woodward como “justo”, o presidente disse publicamente que foi entrevistado pelo jornalista em janeiro para a nova obra.

Woodward, repórter do Washington Post, é famoso por ter revelado, ao lado de Carl Bernstein, o escândalo de Watergate, que provocou a renúncia do presidente Richard Nixon, em 1974.

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