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Em 30 anos, desigualdade custou 23 trilhões de dólares aos EUA

Entre os fatores analisados estão as disparidades entre negros e brancos e entre homens e mulheres

Por Ernesto Neves Atualizado em 16 set 2021, 19h11 - Publicado em 16 set 2021, 18h34

A desigualdade social no emprego, na educação e nos salários custou 22,9 trilhões de dólares à economia dos Estados Unidos desde 1990, segundo estudo que reúne especialistas das Universidades de Boston e de Stanford, na Califórnia, assim como do Federal Reserve de São Francisco. 

“A oportunidade de participar da economia e ter sucesso com base no esforço está na base dos Estados Unidos”, diz o estudo.

“Infelizmente, barreiras estruturais têm interrompido persistentemente essa narrativa para muitos americanos, deixando os talentos de milhões de pessoas subutilizados ou à margem. O resultado é redução da prosperidade para todos”, completa o levantamento. 

Os economistas mediram o custo da desigualdade em uma série de indicadores de trabalho e emprego para trabalhadores de 25 a 64 anos.

Disparidades como o homem negro médio ganhando US $ 8 a menos por hora do que seu homólogo branco, uma diferença inalterada nas taxas de emprego entre negros e brancos desde 1990, e uma crescente disparidade salarial entre mulheres negras e brancas, são alguns dos fatores que contribuem para a perda na produção econômica.

A persistente disparidade também prejudica os Estados Unidos na competição internacional. A parcela de americanos que estão na população ativa vem diminuindo nas últimas décadas. 

Isso significa redução na produção econômica, ndocoloca a maior economia do mundo em desvantagem competitiva em relação a outras potências em ascensão, sobretudo a China. 

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