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Eleições na Bolívia: Evo Morales pede que resultado seja respeitado

Bolivianos vão às urnas um ano após as acirradas eleições de outubro de 2019, que geraram protestos que levaram à renúncia do ex-presidente

Por Mariana Muniz - 18 out 2020, 18h32

Com a ida dos bolivianos às urnas neste domingo, o ex-presidente Evo Morales – que renunciou do cargo há quase um ano em meio à suspeita de fraude eleitoral – pediu que o resultado do pleito seja “respeitado por todos”. O chamado do ex-mandatário dá o tom sobre o clima de incertezas que cerca a escolha do novo presidente da Bolívia.

Por ora, as principais pesquisas sugerem um segundo turno entre o candidato do partido de Evo Morales, MAS (Movimento ao Socialismo), Luis Arce, e seu principal rival, o ex-presidente Carlos Mesa.

“É muito importante que todas e todos os bolivianos e os partidos políticos esperemos com tranquilidade que cada um dos votos, tanto das cidades como da área rural, seja levado em conta e que o resultado das eleições seja respeitado por todos”, disse Evo em coletiva de imprensa dada em Buenos Aires.

Embora sob aparente tranquilidade durante a maior parte do dia, episódios pontuais de confusão durante a votacáo foram registrados pela imprensa boliviana.  Um deles envolveu a presidente do Senado, Eva Copa, também integrante do MAS.

Enquanto votava na cidade de El Alto, a senadora foi cercada por manifestantes que pediam sua saída. Ela precisou ser escoltada pela polícia para conseguir sair do local.

Apenas algumas horas antes da votação, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) suspendeu o sistema que pretendia atualizar a contagem de votos de maneira mais ágil e com informes dos resultados parciais. A previsão é de que os resultados sejam divulgados até o próximo dia 23.

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