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EI reivindica ataque, mas irmão do atirador nega: “Ele surtou”

Eric Paddock afirma que o irmão não tinha relações com grupos políticos ou religiosos

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou nesta segunda-feira o massacre em Las Vegas que deixou 59 mortos e 527 feridos, afirmando que seu autor, Stephen Paddock, se converteu ao Islã há alguns meses.

O irmão do atirador, Eric Paddock, desmentiu o comunicado e afirmou que Stephen, de 64 anos, não tinha afiliações políticas ou religiosas. Em entrevistas à imprensa, Eric disse que o irmão “era um cara normal” e que “algo deve ter acontecido, ele surtou ou algo do tipo”.

Ao jornal Daily Mail, Eric declarou que a família, que vive em Orlando, na Flórida, está “perplexa” e que “espera que as pessoas não nos ataquem”.  A relação com o irmão, segundo ele, “não era muito próxima”, mas ambos conversavam “ocasionalmente”.  “Pelo que sabíamos, ele não tinha nenhuma afiliação política e religiosa. Esse não foi um ataque terrorista”, comentou.

Em entrevista ao programa Fox35News, Eric revelou que Stephen era aposentado e mudou-se para os arredores de Las Vegas porque “gostava de jogar”. Stephen vivia em uma casa na cidade de Mesquite, 130 quilômetros ao norte de Nevada. As autoridades locais executaram um mandato de busca na residência do suspeito e encontraram armas e munição no local.

Estado Islâmico

O Estado Islâmico, sem apontar evidências, alega que o atirador se converteu ao Islã meses atrás. “O autor do ataque de Las Vegas é um soldado do EI, e realizou uma operação em resposta” aos apelos da organização de atacar país envolvidos na luta contra o EI, indicou o Amaq, órgão de propaganda do grupo terrorista.

A declaração segue a estratégia de comunicação do grupo terrorista, que usualmente assume todo tipo de ataque, mesmo que não tenha ligação, como forma de propagar o medo.

Um porta-voz do FBI descartou por ora a afiliação de Paddock com algum organização terrorista internacional, e afirma que as autoridades investigam os motivos por trás do massacre.

Comentários

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  1. Renato Magalhaes

    Daqui a pouco o Estado Islâmico vai reivindicar os 60.000 assassinatos por ano no Brasil.

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