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Egito se empenha para manter cessar-fogo entre Israel e Hamas

Um comboio de 130 caminhões levou ajuda humanitária à Faixa de Gaza

Por Da Redação Atualizado em 22 Maio 2021, 18h36 - Publicado em 22 Maio 2021, 12h22

No primeiro dia de cessar-fogo entre Israel e militantes palestinos do Hamas, neste sábado, 22, mediadores egípcios trabalharam para manter o acordo entre as duas partes de pé. Um comboio de 130 caminhões levou ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

O cessar-fogo começou antes do amanhecer de sexta-feira. Palestinos e israelenses agora estão avaliando os danos de 11 dias de hostilidades. No conflito, Israel atacou a Faixa de Gaza e militantes do Hamas responderam com disparos de foguetes.

As autoridades palestinas estimam os custos de reconstrução em dezenas de milhões de dólares e as autoridades médicas disseram que 248 pessoas foram mortas em Gaza. A devastação levantou preocupações sobre a situação humanitária no enclave densamente povoado.

Economistas disseram que o conflito pode limitar a recuperação econômica de Israel da pandemia de Covid-19, e médicos disseram que os ataques palestinos mataram 13 pessoas em Israel, onde os ataques com foguetes causaram pânico em algumas comunidades.

Tanto Israel quanto o Hamas reivindicaram a vitória. A percepção geral é de que o cessar-fogo ainda é frágil, pois algumas questões continuam sem solução. Por exemplo, o bloqueio da fronteira entre Israel e Egito, agora em seu 14º ano, que está sufocando os mais de 2 milhões de residentes da Faixa de Gaza. E a recusa do Hamas em se desarmar.

O embate começou em 10 de maio, quando militantes do Hamas em Gaza dispararam foguetes de longo alcance contra Jerusalém. A barragem aconteceu depois de dias de confrontos entre manifestantes palestinos e a polícia israelense no complexo da mesquita de Al-Aqsa. Táticas violentas da polícia no complexo e a ameaça de despejo de dezenas de famílias palestinas por colonos judeus inflamaram as tensões.

A guerra afastou ainda mais o principal rival político do Hamas, a Autoridade Palestina, apoiada internacionalmente, que supervisiona enclaves autônomos na Cisjordânia ocupada por Israel. A popularidade do Hamas parecia estar crescendo à medida que se posicionava como um defensor das reivindicações palestinas sobre Jerusalém.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, deve visitar Israel e a Autoridade Palestina na Cisjordânia ocupada na quarta e na quinta-feira, na esperança de ampliar o cessar-fogo mediado pelo Egito com o apoio dos americanos.

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