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Egito prende suspeitos de planejar atentados contra embaixadas de EUA e França

Os militantes ligados à Al Qaeda elaboravam um plano para furar o cordão de segurança das embaixadas e cometer ataques suicidas com um carro-bomba

As autoridades egípcias informaram nesta quarta-feira que terroristas de uma célula ligada ao grupo Al Qaeda foram presos com 10 quilos de explosivos no último sábado. Os militantes tinham a intenção de burlar a segurança das embaixadas dos Estados Unidos e da França para cometer um ataque suicida com um carro-bomba.

“As investigações revelaram que os suspeitos organizavam uma operação terrorista com bombas no Egito. Eles tinham interesse de penetrar o cordão de segurança em frente às embaixadas americana e francesa com um carro-bomba para colocar em prática o seu plano suicida”, disse uma autoridade do estado egípcio à agência de notícias MENA.

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Os suspeitos detidos no fim de semana escaparam da prisão durante os levantes populares que depuseram o ditador Hosni Mubarak, em 2011. A polícia também tem informações de que dois dos acusados foram extraditados da Argélia e do Irã. O suspeito que se encontrava em território iraniano era aliado de grupos que combatiam forças americanas no Iraque e no Golfo Pérsico. Ele havia sido preso em 2006 e deportado para o Egito.

A embaixada francesa no Egito se tornou alvo dos radicais devido à intervenção militar no Mali. Em janeiro de 2013, o presidente francês François Hollande enviou tropas para combater os terroristas que aproveitaram um golpe de estado para tomar o poder no país africano. A França já determinou o regresso dos soldados e uma força de paz da ONU deverá ser encaminhada ao Mali antes das próximas eleições.