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Egito entra em terceiro dia de protestos – já são 26 mortos

Manifestantes exigem fim do poder militar instaurado desde queda de Mubarak

Os confrontos entre manifestantes hostis ao poder militar e às forças de seguraça prosseguiam nesta segunda-feira na Praça Tahrir do Cairo, depois da violência que deixou mais de 26 mortos desde sábado. Os choques acontecem a uma semana do início das primeiras eleições legislativas no país desde a queda, em fevereiro, do presidente Hosni Mubarak, após semanas de revolta popular.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, egípcios iniciaram, em janeiro, sua série de protestos exigindo a saída do então presidente Hosni Mubarak.
  2. • Durante as manifestações, mais de 850 rebeldes morreram em choques com as forças de segurança de Mubarak que, junto a seus filhos, é acusado de abuso de poder e de premeditar essas mortes.
  3. • Após 18 dias de levante popular, em 11 de fevereiro, o ditador cede à pressão e renuncia ao cargo, deixando Cairo.
  4. • No lugar dele, assumiu a Junta Militar que segue governando o Egito até as eleições.

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Segundo o porta-voz do Ministério da Saúde, Mohammed al Sharbini, pelo menos 14 pessoas morreram somente nesta segunda-feira nos enfrentamentos na praça Tahrir do Cairo e seus arredores. O porta-voz disse que o número de feridos registrados nesta segunda é de 667 e acrescentou que grande parte dessas pessoas se feriu nas ruas divisórias da Tahrir, que nesta noite foram palco de ataques de pistoleiros armados com facas e pistolas.

A polícia usava gás lacrimogêneo contra os manifestantes espalhados em pequenos grupos na praça e seus arredores, que respondiam com pedras. As áreas mais conflituosas são as ruas próximas ao Ministério do Interior, onde acontecem os choques mais duros, segundo Al Sharbini. Os manifestantes exigem o fim do poder militar instaurado desde a queda de Mubarak. Os 14 mortos registrados nas primeiras horas desta segunda se somam às 10 vítimas mortais de domingo, segundo o Ministério da Saúde, e às duas de sábado, quando começaram os enfrentamentos. (Com agência France-Presse e EFE)