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Efeitos de suspensão de acordo com EUA são ‘mínimos’, diz Santos

Justiça bloqueou convênio militar que permitia presença de soldados americanos em bases colombianas

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou nesta quarta-feira que a decisão judicial contra um acordo militar entre seu país e os Estados Unidos tem consequências “nulas ou mínimas” na ajuda de Washington a Bogotá. A Corte Constitucional suspendeu na noite da última terça-feira um convênio entre os dois países firmado em 2009, sob o qual militares americanos foram autorizados a usar sete bases militares colombianas por dez anos para realizar operações contra o narcotráfico e o terrorismo.

O Plano Colômbia, com o qual os Estados Unidos ajuda o país a combater o narcotráfico e as guerrilhas desde o começo da década, “não vai ser afetado em nada”, garantiu Santos. “A luta contra o terrorismo não tem trégua e essa decisão da Corte em nada afeta o que temos recebido dos Estados Unidos”, declarou.

Suspensão – A suspensão aconteceu porque, quando foi assinado, o acordo não recebeu aval do Legislativo. O governo o considerou apenas a ampliação de outros convênios já existentes com Washington. No entanto, a Justiça exigiu que o assunto passe pelo crivo do Congresso.

Santos disse que o governo analisaria internamente se apresentaria ou não o acordo aos congressistas, e se há outras alternativas disponíveis.

A Corte afirmou que sua decisão não afetava outros acordos de cooperação entre Bogotá e Washington, alguns deles vigentes há décadas.