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Editor de jornal do Equador denuncia nos EUA ataques de Correa

Por rodrigo buendia - 9 jul 2012, 18h01

O editor-chefe do jornal equatoriano “El Universo”, condenado por difamar o presidente Rafael Correa e, depois, perdoado, denunciou nesta segunda-feira, em Nova York, os ataques públicos do chefe de Estado, que, segundo ele, colocam em risco sua integridade física e a de sua família.

“Achamos importante que a comunidade internacional saiba o que acontece no Equador”, disse Gustavo Cortez, em um encontro com correspondentes estrangeiros e jornalistas americanos na sede do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ, sigla em inglês).

“Estamos entrando na segunda fase de uma política de Estado no Equador em torno da imprensa”, que consiste em uma “arremetida pessoal do presidente contra jornalistas”, denunciou.

Cortez disse temer por sua integridade física e a de sua família, depois que Correa exibiu uma foto sua na TV, em 16 de junho, acusando-o de ser “um homem mal-intencionado”, e pedindo ao povo equatoriano que o reconhecesse e reagisse.

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Segundo Cortez, o ataque aconteceu após informações publicadas no jornal sobre funcionários do governo equatoriano ligados a supostos negócios ilícitos.

O editor defendeu em Nova York o direito do jornal de investigar o governo equatoriano e “questionar algum funcionário ou contrato”, alegando ser este “o papel da imprensa”.

O coordenador do programa do CPJ para as Américas, presente ao encontro, assinalou que o comitê constatou “uma deterioração da liberdade de expressão no Equador desde a posse do presidente Correa”, em 2007.

Após passar por Nova York, Cortez viajará a Washington, onde também deverá se reunir com a imprensa internacional para divulgar o caso.

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