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‘É o momento de atuar’ contra o Irã, pede Israel à ONU

Embaixador quer ajuda do Conselho de Segurança contra programa nuclear

Israel denunciou nesta terça-feira perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas que o Irã nunca esteve tão próximo de fabricar armas nucleares e pediu ao principal órgão de decisão da ONU que ajude a deter o que definiu como “a maior ameaça à segurança” de todo o mundo. “É o momento de atuar. Enquanto o Irã se aproxima das armas nucleares, o silêncio não é uma opção”, disse o embaixador israelense na ONU, Ron Prosor, durante o debate aberto que o Conselho de Segurança realizou sobre a situação do Oriente Médio e que se centrou na questão palestina.

O diplomata israelense ressaltou que “nunca esteve tão claro” que o Irã quer fabricar armas nucleares. “Chegou o momento de agir. Amanhã será muito tarde. Há muito em jogo e o preço da inércia é muito alto”, acrescentou Prosor, para quem “não há nenhuma possibilidade” de que o programa nuclear iraniano tenha fins pacíficos, como defende Teerã. “Todos os membros da ONU, e particularmente do Conselho de Segurança, deveriam permanecer acordados à noite pensando o que aconteceria se o regime de Teerã alcançar a arma mais perigosa da Terra”, enfatizou o embaixador israelense.

Para ele, só uma “pressão da comunidade internacional unida” pode parar a República Islâmica. Prosor aplaudiu nesse sentido “os recentes passos dados pelos Estados Unidos e pela União Europeia”, mas insistiu que chegou a hora de “o resto da comunidade internacional, incluindo o Conselho de Segurança, se unir a esses esforços”.

Sanções – A União Europeia (UE) acordou na segunda-feira impor um embargo às importações de petróleo do Irã em resposta ao desenvolvimento nuclear do regime de Teerã, uma medida que proíbe imediatamente todo novo contrato e estabelece até julho o fim dos já existentes. Além disso, a UE impõe uma nova série de sanções que inclui o bloqueio de ativos do Banco Central iraniano na Europa e a proibição parcial das transações com essa instituição.

Desde 2006, o Conselho de Segurança da ONU ditou quatro rodadas de sanções diplomáticas, comerciais e nucleares contra o Irã, com o objetivo de impulsionar um acordo dialogado com Teerã depois de decidir enriquecer urânio a 20% por sua conta. A imprensa americana publicou nas últimas semanas a preocupação de altos funcionários do país sobre um eventual ataque unilateral de Israel contra as instalações nucleares iranianas. Entretanto, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, afirmou recentemente que o estado judeu está muito longe de tomar essa decisão.

(Com agência EFE)