Clique e assine a partir de 8,90/mês

Duas sobreviventes de acidente aéreo em Cuba têm quadro ‘desfavorável’

Ao todo, 110 pessoas morreram com a queda do avião que ia de Havana para a cidade de Holguín, no leste do país

Por Da Redação - Atualizado em 21 Maio 2018, 22h32 - Publicado em 21 Maio 2018, 16h18

As três cubanas que sobreviveram ao acidente aéreo em Havana, em Cuba, que deixou 110 mortos, têm “um alto risco de complicações. Duas delas apresentam prognóstico “desfavorável”, informou nesta segunda-feira (21) uma autoridade médica.

“As três pacientes continuam em um estado extremamente crítico, com alto risco de complicações”, declarou à imprensa o médico Carlos Alberto Martínez, diretor do hospital Calixto García, onde são atendidas.

Martinez mudou de “reservado” para “desfavorável” o prognóstico médico de Grettel Landrovell, de 23 anos, que apresenta “traumatismo cranioencefálico grave” e “dano neurológico grave”. Também é “desfavorável” a situação de Emiley Sánchez (39), que tem queimaduras em 41% de seu corpo (34% delas são profundas).

As pacientes apresentam lesões graves, como traumatismo cranioencefálico, múltiplas fraturas de ossos longos, lesões nas cavidades torácica e abdominal e queimaduras. No sábado, Martínez havia informado que Emiley estava “consciente e comunicativa”.

A terceira sobrevivente foi identificada como Mailén Díaz, de 19 anos, que permanece com um prognóstico reservado.

Continua após a publicidade

Martínez considerou positivo o fato de que a equipe médica que as atende conseguiu mantê-las “vivas 72 horas” após o acidente, mas ressaltou que “os problemas que elas apresentam são de alta severidade”.

Ele alertou sobre “a possibilidade de surgimento de complicações que podem ofuscar o prognóstico médico” das três mulheres, que já passaram por várias cirurgias.

O Boeing 737-200 em que as três mulheres viajavam ia de Havana para Holguín (leste) e caiu ao meio-dia de sexta-feira (18), quando tinha acabado de decolar do aeroporto internacional na capital cubana, com um saldo de 110 mortos.

A aeronave, operada pela estatal Cubana de Aviación, pertencia à companhia mexicana Damojh (Global Air). O governo cubano conduz uma investigação e já identificou 33 dos mortos, alguns dos quais já foram enterrados em suas respectivas províncias. A maioria das vítimas era de Holguín.

(Com AFP)

Continua após a publicidade
Publicidade