Assine VEJA: informação confiável e exclusiva nas eleições + 4 revistas impressas a partir de R$ 35,90/mês.

Doze morrem em Kiev por enorme ataque russo contra ferrovias, que abre nova fase da guerra

Foco dos bombardeios agora é a infraestrutura de transporte vital para a população e economia ucraniana; Zelensky pede mais defesa aérea

Por Sophia Paiva 1 set 2026, 17h41
Doze morrem em Kiev por enorme ataque russo contra ferrovias, que abre nova fase da guerra Priorizar nos meus resultados Google

Pelo menos 12 pessoas morreram nesta terça-feira, 1º de setembro, em um ataque em larga escala com mísseis e drones russos contra Kiev, cujo principal alvo foram ferrovias ao redor da capital da Ucrânia. A ofensiva abre uma nova fase do conflito que visa a infraestrutura de transporte que vem sendo uma tábua de salvação para a população ucraniana em tempos de guerra.

“No total, 12 pessoas morreram, incluindo um cidadão indiano, e dezenas ficaram feridas no ataque”, afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, voltando a pedir que aliados forneçam mais recursos de defesa aérea para proteger o país de mísseis e drones.

Presidente da Ukrzaliznytsia, diretor do sistema de ferrovias da Ucrânia, Oleksandr Pertsovsky contou que o ataque foi “uma noite insuportavelmente difícil para toda a família ferroviária”.

“A equipe ferroviária está trabalhando no local desde o início desta manhã. O ataque causou danos significativos. Os socorristas ainda estão apagando vários incêndios”, relatou.

Segundo Pertsovsky, oito pessoas morreram na capital, sete delas em um depósito ferroviário e em outras estruturas próximas que foram atingidas. As outras quatro perderam a vida em Borispil, a 30 km da capital, após um edifício residencial de cinco andares ser atingido, segundo Zelensky. Treze pessoas ficaram feridas na localidade.

Continua após a publicidade

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, porém, os alvos foram “empresas do complexo militar-industrial, assim como infraestruturas energéticas relacionadas ao fornecimento de combustível às Forças Armadas da Ucrânia”.

A nova bateria de bombardeios russos veio no momento em que as crianças ucranianas se preparavam para retornar às aulas após as férias de verão do hemisfério norte, e em um contexto em que a Ucrânia sofre com a escassez de mísseis interceptadores, em particular dos americanos Patriot, desde o início da guerra no Oriente Médio.

Continua após a publicidade

Mudança de tática

A rede ferroviária da Ucrânia é a terceira maior da Europa, com 24 mil quilômetros de trilhos. Tem sido importantíssima para os civis do país em meio à guerra, transportando quatro milhões de pessoas e cerca de 120 mil animais de estimação para zonas mais seguras ao longo dos anos. Também trouxe líderes mundiais para Kiev, incluindo o então presidente americano, Joe Biden, e o novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que viajou à capital ucraniana na semana passada em trem noturno da Polônia.

Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Serhih Leshchenko, membro do conselho de supervisão da Ukrzaliznytsia, descreveu a ferrovia como a “espinha dorsal da economia da Ucrânia”. A rede funciona como principal fornecedor logístico para o Exército e a indústria do país, e toda semana transporta 600 mil pessoas. Com 170 mil trabalhadores, também foi a maior empresa da nação no Leste Europeu.

Por essas razões, segundo ele, a Rússia agora tenta deliberadamente destruir as ferrovias. No primeiro ano da guerra, Moscou atacou pontes, que puderam ser facilmente substituídas. Em seguida, passou a mirar subestações de eletricidade. A Ucrânia, embora ainda sofra com apagões e cortes no fornecimento, aplacou o pior transicionando para o uso de motores a diesel. Este ano, as forças russas iniciaram “ataques diretos a locomotivas civis”, disse Leshchenko — uma tática insidiosa, em um momento em que a Ucrânia está com falta de defesas aérea.

Continua após a publicidade

(Com informações da AFP)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em amarelo e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com banner e produtos. Ao lado, um ícone de árvore verde-claraMão segurando um smartphone com tela exibindo um aplicativo de notícias e produtos. À esquerda, texto O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. Fundo verde escuro com ícone de árvore à direita
ECONOMIZE ATÉ 76% OFF

Digital Essencial

A notícia em tempo real na palma da sua mão!
Chega de esperar! Informação quente, direto da fonte, onde você estiver.
De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 5,99/mês
OFERTA MÊS DO CLIENTE

Revista em Casa + Digital Premium

Receba 4 revistas de Veja no mês, além de todos os benefícios do plano Digital Premium (cada revista sai por menos de R$ 10,00)
De: R$ 59,99/mês
A partir de R$ 32,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).