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Don’t Stop Believin’: A briga do Journey para abandonar comícios de Trump

Estrela da banda americana pediu para tecladista parar de fazer performances em eventos eleitorais do ex-presidente e candidato dos EUA

Por Da Redação
22 dez 2022, 09h41

O guitarrista Neal Schon, membro da banda Journey, exigiu nesta quinta-feira, 22, que um de seus colegas do grupo, o tecladista Jonathan Cain, pare de se apresentar em eventos eleitorais do ex-presidente dos Estados Unidos, e agora novamente candidato, Donald Trump. O pedido foi feito depois que Cain tocou o hit da banda, “Don’t Stop Believin'”, na residência pessoal de Trump na Flórida, no mês passado.

Schon disse que o tecladista “não tem o direito de usar Journey para política”.

Cain, cuja esposa Paula White é conselheira do ex-presidente, tocou o hino do Journey em Mar-a-Lago, durante um evento de gala do America First Policy Institute, centro de pesquisas criado para perpetuar a agenda de políticas públicas de Trump. Os músicos, além disso, já estão envolvidos em uma batalha judicial sobre gastos com o cartão de crédito da banda.

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Schon e Cain são os únicos dois membros fundadores restantes no Journey, e a atual rusga pode jogar um balde de água fria na relação quando eles voltarem à turnê, em janeiro do ano que vem.

A música “Don’t Stop Believin'” foi lançada em 1981, mas voltou às listas de mais ouvidas depois de ser usada na trilha sonora dos programas de televisão “The Sopranos”, da HBO, e “Glee”, da FOX. Ela foi escrita por Cain e Schon em colaboração com o cantor Steve Perry, que deixou a banda em 1998.

No mês passado, essa foi a canção de 1981 mais escutada nas plataformas de streaming no Reino Unido.

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Em sua carta, divulgada pela revista americana Variety, Schon disse que a apresentação de seu colega de banda em Mar-A-Lago foi um “uso nocivo da marca”.

O America First Policy Institute, que organizou o evento, é dirigido por ex-funcionários da Casa Branca de Trump, e foi descrito como uma “administração à espera” caso ele seja reeleito. Paula White-Cain foi conselheira espiritual de Trump durante sua presidência e preside o Centro de Valores Americanos do instituto.

“Embora Cain seja livre para expressar suas crenças e associações pessoais, quando o faz em nome da banda, tal conduta é extremamente deletéria para a marca Journey, pois polariza os fãs e o alcance da banda. Journey não é, e não deve ser, política”, disse Schon na carta.

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“Sua [posição] política deve ser um assunto pessoal. Ele não deve capitalizar a marca do Journey para promover sua agenda política ou religiosa pessoal em detrimento da banda”, continuou.

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Schon também comentou sobre o assunto no Twitter, dizendo: “Você simplesmente não pode ir lá, porque vai perder fãs.”

Em um comunicado, o porta-voz de Cain disse à Variety que”Schon está apenas frustrado por continuar perdendo no tribunal e agora está alegando falsamente que a música foi usada em comícios políticos”, o que o guitarrista descreveu como “mentiras atrás de mentiras”.

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Em novembro, Schon alegou que seu acesso ao cartão American Express da banda foi restrito, enquanto Cain acusou seu colega de colocar mais de US$ 1 milhão em “despesas pessoais impróprias” no cartão.

A dupla deve começar sua turnê em 27 de janeiro, com o cantor Arnel Pineda, que se juntou ao grupo em 2007.

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