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Dominicanos pedem investigação imparcial do caso Odebrecht

Odebrecht admitiu ter pago US$ 92 milhões em propina para vencer licitações na República Dominicana

Por EFE 12 fev 2017, 16h01

Um abaixo-assinado na República Dominicana conseguiu mais de 132 mil apoios para exigir a escolha de promotores independentes, acompanhados pela ONU, para investigar as propinas pagas pela Odebrecht no país. As assinaturas estão no chamado “Livro Verde” contra impunidade, organizado pelo grupo Poder Cidadão, que no último dia 22 organizou uma grande manifestação contra a corrupção no país.

O documento será entregue no Palácio Nacional, sede da presidência, na próxima quarta-feira, durante uma nova manifestação do grupo. Além disso, representantes do Poder Cidadão afirmaram que vão continuar recolhendo mais assinaturas nos pontos habilitados em 26 das 32 províncias do país, e também na internet, para pedir uma investigação “objetiva” sobre as propinas da Odebrecht.

  • O Odebrecht admitiu ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter pagado US$ 92 milhões em propinas para conseguir contratos milionários na República Dominicana ao longo de quase duas décadas.

    O gerente-geral da Odebrecht no país, Marcelo Hofke, revelou no último dia 10 de janeiro que o representante comercial na República Dominicana, Ángel Rondón, foi quem recebeu e distribuiu o dinheiro.

    Rondón reconheceu ter recebido os US$ 92 milhões, mas afirmou que o montante corresponde aos serviços de representação e não para subornar funcionários públicos do país.

    A empresa se comprometeu a pagar ao longo de oito anos uma multa de US$ 184 milhões, o dobro do que afirma ter pagado em propinas na República Dominicana para obter contratos de obras públicas.

    (Com EFE)

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