Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Dois turistas americanos serão julgados na Coreia do Norte

Matthew Miller Todd e Jeffrey Edward Fowle foram detidos em abril e serão julgados por 'atos hostis contra o governo' e 'conspiração'

Dois turistas americanos detidos em abril na Coreia do Norte serão levados a julgamento por várias acusações, incluindo “conspiração” e “atos hostis contra o governo”, anunciou a agência oficial norte-coreana KCNA. As suspeitas do ‘crimes’, cometidos por Matthew Miller Todd e Jeffrey Edward Fowle foram confirmadas por “provas e por seus próprios depoimentos”, segundo a agência de notícias estatal KCNA.

“A Justiça norte-coreana prossegue com a investigação e realiza os preparativos para levá-los a um tribunal com base nas acusações confirmadas”, anunciou a agência. O missionário Jeffrey Edwards Fowle entrou na Coreia do Norte em 29 de abril e foi detido pouco depois por ter esquecido uma Bíblia em um hotel, segundo as autoridades, o que representaria uma violação das cláusulas do visto e uma agressão ao país que rejeita todas as religiões, exceto a ideologia Juche – que mistura marxismo com conceitos religiosos para justificar a ditadura que domina a Coreia do Norte.

Leia também

Coreia do Norte lança dois mísseis de curto alcance

Para Coreia do Norte, comédia sobre complô contra Kim Jong-un é “ato de guerra”

Coreia do Norte faz disparos perto de navio militar sul-coreano

Matthew Todd Miller, de 24 anos, também foi detido em abril, em condições ainda não totalmente esclarecidas. Aparentemente, segundo as poucas informações dadas pela agência estatal, Miller teria solicitado asilo no país.

Outro americano, Kenneth Bae, de origem coreana, foi detido em novembro de 2012 e cumpre uma condenação de 15 anos de trabalhos forçados por “tentativa de derrubar o regime”, segundo a justiça norte-coreana. De acordo com Pyongyang, Bae é um missionário cristão enviado a China de 2006 a 2012 para organizar “as bases de um complô”. O governo dos Estados Unidos não conseguiu a libertação de Kenneth Bae, que foi enviado a um campo de trabalho depois de passar vários meses preso em um hospital.

(Com agência EFE)