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Dois terços dos idosos nos EUA temem mais perder independência do que a morte

Por Da Redação 18 jun 2012, 18h36

Nova York, 18 jun (EFE).- Quase dois terços das pessoas com mais de 65 anos nos Estados Unidos têm mais medo de perder sua independência ou viver com dor e limitações físicas do que da própria morte, segundo um novo estudo sobre o envelhecimento divulgado nesta segunda-feira pela indústria farmacêutica Pfizer.

O relatório, feito com 1.017 pessoas maiores de 18 anos, tem como objetivo incentivar o diálogo entre gerações sobre o significado de envelhecer na sociedade americana, e parte da premissa de que diariamente cerca de 10 mil pessoas completam 65 anos no país e que a maioria deles espera viver até os 90.

Enquanto 7% dos maiores de 65 anos afirma que sua principal preocupação é a morte, 64% respondeu que seu maior medo é perder a independência ou viver com dor e limitações físicas.

O estudo também revela que apenas um quarto dos americanos (25%) deseja viver com um parente mais jovem se chegasse a um ponto de não conseguir mais ficar sozinho. Por outro lado, 51% dos americanos entre 18 e 65 aceitaria viver com um dos pais.

‘Todos temos uma coisa em comum, a cada dia envelhecemos. Em cada idade e etapa, podemos tomar decisões e fazer coisas que nos ajudarão a viver mais e melhor. Hoje há muitos modelos positivos que estão mudando a maneira que se percebe o envelhecimento’, disse a médica Freda Lewis-Hall, diretora da Pfizer.

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O relatório revela que boa parte das pessoas com mais de cinquenta anos sentem que envelhecer é melhor do que esperavam e entre os principais motivos para justificar sua resposta falam que se sentem saudáveis e mais sábios para desfrutar a família e os amigos.

Além disso, 51% se veem mais jovens do que realmente são e 40% se considera mais sábio, enquanto 41% assegura se sentir mais otimista sobre o envelhecimento, contra uma outra parcela que usou adjetivos como ‘inquietos’, ‘zangados’ ou ‘preparados’.

‘Cada um tem uma perspectiva diferente sobre o processo de envelhecimento. Para muitos dos que enfrentam desafios de saúde pode ser fonte de angústia, enquanto para os que estão saudáveis pode ser uma experiência muito positiva’, afirmou o presidente da Visiting Nurses Association, Andy Carter.

O estudo também apontou que a principal prioridade dos americanos entre 18 e 34 é conseguir um milhão de dólares, enquanto os maiores de 65 anos afirmaram que gostariam de ver seus netos se formar na universidade.

A Pfizer lançou também um novo site, http://www.getold.com, no qual convida as pessoas a obter informação sobre o envelhecimento, trocar fotos, vídeos e histórias e apresentar suas ideias sobre o papel dos idosos na sociedade. EFE

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