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Dois suspeitos são presos por linchamento de canadense no Peru

Os homens acusavam o canadense de ter assassinado uma líder indígena e ativista de direitos humanos da Amazônia peruana

Dois suspeitos foram presos pelo linchamento de um cidadão canadense na região da Floresta Amazônica, no Peru. Os homens o acusavam de ter assassinado a líder indígena e ativista de direitos humanos, Olivia Arévalo Lomas, na semana anterior.

Um vídeo postado nas redes sociais mostra o momento em que o canadense Sebastian Paul Woodroffe é linchado e implora pela vida. Segundo a agência estatal peruana, Andina, a decisão de deter os dois suspeitos veio depois de o juiz assistir ao vídeo.

O corpo do canadense foi encontrado no sábado a 700 metros de onde o vídeo havia sido gravado e estava em uma cova rasa. As autoridades acreditam que a morte teria ocorrido 48 horas antes, no mesmo dia do assassinato da líder indígena.

O promotor Ricardo Palma Jimenez afirmou à mídia peruana que os linchadores acusavam Woodroffe de ter assassinado Olivia de 81 anos. Jimenez garantiu que ambos os assassinatos serão investigados.

Olivia Arévalo Lomas era uma ativista dos direitos civis que passou anos advogando em nome da tribo Uiboi, de Shipibo-Conibo. Jimenez disse que ninguém testemunhou a morte, a tiros, de Olivia. A arma do crime não foi encontrada, e um teste para resíduos de pólvora no corpo de Woodroffe provavelmente ficará pronto apenas dentro de 15 a 20 dias.

Woodroffe tinha sido paciente de Olivia Segundo o promotor, a família da líder indígena acredita que ele a matou porque ela teria se recusado a realizar um ritual em que a ayahuasca, planta alucinógena amazônica, é utilizada para cura e crescimento espiritual.

Mas as autoridades estão explorando várias hipóteses relacionadas ao assassinato de Olivia, incluindo a de que  outro estrangeiro poderia tê-la matado por causa de uma dívida não paga.

O assassinato de Olivia causou indignação e seguiu-se às mortes ainda não solucionadas de outros líderes de povos indígenas da Amazônia peruana. A página da ONU Mulheres no Twitter lamentou e condenou o assassinato da líder em seu perfil em espanhol.

(Com Reuters)