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Dois policiais baleados durante protesto contra racismo em Louisville

Manifestantes saíram às ruas de várias cidades dos EUA depois que Justiça decidiu acusar apenas um dos policiais envolvidos no assassinato de Breonna Taylor

Por Julia Braun - Atualizado em 24 set 2020, 09h17 - Publicado em 24 set 2020, 08h50

Dois policiais foram feridos a bala e um suspeito foi detido em Louisville, no estado de Kentucky, onde uma multidão se reuniu nesta quarta-feira 23 para protestar contra a morte em março da afro-americana Breonna Taylor. Os manifestantes saíram às ruas de várias cidades dos Estados Unidos depois que a Justiça americana decidiu acusar apenas um dos policiais envolvidos no assassinato de Breonna.

“Dois agentes da polícia ficaram feridos a bala”, declarou em coletiva de imprensa o chefe interino da polícia de Louisville, Robert Schroeder, antes de revelar que os policiais “não correm risco de vida”. “Temos um suspeito sob custódia”, continuou.

A cidade, que pediu calma à população, declarou estado de emergência e acionou o toque de recolher a partir de 21h00 locais. Aalém do suspeito envolvido no tiroteio, outras 46 pessoas foram presas.

Um grande contingente policial foi mobilizado na cidade de 600.000 habitantes e várias pessoas foram presas durante a tarde. Alguns comércios no centro protegeram suas fachadas diante do temor de uma nova onda de violência.

Protestos ainda foram registrados em outras partes dos Estados Unidos, como Nova York, Chicago, Washington DC, Nashville, Las Vegas e Philadelphia. Ao menos 13 pessoas foram presas em Seattle, onde as manifestações também acabaram em violência. Prisões também foram efetuadas em Denver e Atlanta.

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Os atos foram motivados pela decisão da Justiça de acusar somente um dos policiais envolvidos no tiroteio que causou a morte de Taylor, uma enfermeira negra de 26 anos cujo nome se tornou um emblema do movimento Black Lives Matter. O oficial indiciado foi acusado por “conduta perigosa”, crime menos sério que o de homicídio.

Breonna foi baleada pelo menos cinco vezes durante uma operação antidrogas no dia 13 de março, quando estava dentro de seu próprio apartamento com o namorado. Nenhuma droga foi encontrada na propriedade e a mulher não tinha antecedentes criminais.

Na semana passada, a cidade de Louisville concordou em pagar 12 milhões de dólares, o equivalente a cerca de 63 milhões de reais, à família de Taylor. O acordo, anunciado pelo prefeito Greg Fischer no dia 15, é possivelmente um dos maiores já feitos para ações do tipo no país, onde departamentos policiais são extremamente protegidos.

(Com AFP)

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