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Dois homossexuais podem pegar até três anos de prisão por abraço para selfie no Marrocos

Eles estão detidos desde o dia 3 de junho e vão prestar depoimento nesta terça-feira

Por Da Redação - 15 jun 2015, 20h31

Dois marroquinos homossexuais irão a julgamento por se abraçarem em público para tirar uma foto em Rabat, capital do Marrocos. Se condenados, eles podem pegar até três anos de prisão, de acordo com a legislação anti-gay do país.

Mohsine, de 25 anos, e Lahcen, de 38 anos, foram detidos por atentado ao pudor no início de junho, próximo à torre Hassan, quando se aproximaram um do outro para tirar uma selfie em frente ao ponto turístico. Não há informações se Mohsine e Lahcen estão em um relacionamento amoroso.

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As identidades e fotos de Mohsine e Lahcen foram reveladas por uma TV local, na tentativa de humilhá-los. Ativistas do grupo de defesa de homossexuais Aswat Collective contou ao jornal britânico The Guardian que a divulgação resultou em protestos homofóbicos em frente às casas dos familiares de Mohsine e Lahcen, diante de policiais indiferentes ao ato.

Mohsine e Lahcen irão prestar depoimento nesta terça-feira, dia 16. O artigo 489 do código penal marroquino prevê prisão de seis meses a três anos para homossexuais.

No dia anterior à prisão dos homens, naquele mesmo local, duas ativistas francesas do Femen se beijaram de topless. Elas também foram detidas e deportadas do Marrocos.

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Autoridades do Marrocos disseram que Lahcen e Mohsine estavam repetindo o protesto das ativistas, mas os acusados negaram qualquer relação entre os atos. “Um dos detidos visitava Rabat pela primeira vez e estava conhecendo a cidade com o amigo. Eles passaram por diversos pontos turísticos naquele dia e tiraram fotos em vários locais diferentes”, disse um representante do grupo Aswat.

(Da redação)

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