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Dois anos e oito meses após matar namorada, Pistorius deixa cadeia

Atleta foi liberado para cumprir prisão domiciliar um dia antes do previsto

O atleta paralímpico sul-africano Oscar Pistorius, preso pelo homicídio de sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, deixou a cadeia nesta segunda-feira, dois anos e oito meses depois de cometer o crime. O corredor de 28 anos foi transferido para a prisão domiciliar e ficará detido na mansão de seu tio Arnold, em Pretória. Ele teve sua mudança de regime decretada na última quinta-feira, depois das autoridades sul-africanas terem adiado duas vezes o pronunciamento sobre sua possível liberdade condicional.

A saída da prisão, que a princípio estava prevista para esta terça-feira, foi anunciada no fim da noite pela porta-voz do Departamento de Serviços Correcionais da África do Sul, Manelisi Wolela, de acordo com a imprensa local.

Pistorius estava detido desde 21 de outubro de 2014 na prisão Kgosi Mampuru, em Pretória, onde cumpria sua sentença por matar sua namorada a tiros, após confundi-la com um ladrão, segundo alegou o atleta sul-africano.

Em um primeiro momento, as autoridades fixaram a data de saída de Pistorius da prisão para o dia 21 de agosto, mas o ministro da Justiça revogou a decisão porque ela tinha sido tomada antes que o velocista completasse os requisitos exigidos para obter a liberdade condicional. Conforme a lei sul-africana, os condenados por homicídio podem cumprir pena em prisão domiciliar ao completarem um sexto do tempo da condenação em regime fechado (10 meses, no caso de Pistorius).

Pistorius matou a namorada com quatro tiros disparados através da porta do banheiro de sua casa, no dia 14 de fevereiro de 2013. A juíza Thokozile Masipa condenou o atleta a cinco anos de prisão em outubro de 2014 por homicídio culposo (sem intenção de matar) ao aceitar a versão de Pistorius, que afirmou ter atirado contra Steenkamp pensando que se tratava de um ladrão que tinha invadido a residência do casal.

O promotor do caso, Gerrie Nel, apresentará no próximo dia 3 de novembro um recurso na Corte Suprema de Apelação da África do Sul, para tentar conseguir uma condenação por homicídio doloso (com intenção de matar) que representaria uma pena de pelo menos 15 anos de prisão para Pistorius.

Depois de conquistar diversos títulos paralímpicos, o velocista chegou ao topo da fama nas Olimpíadas de 2012, em Londres, ao se transformar no primeiro atleta com duas pernas amputadas a participar dos Jogos na história. Pistorius, que corre com duas próteses de carbono, teve de passar pela cirgurgia quando tinha apenas 11 meses de idade, devido a um problema genético.

(Com agência EFE)