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Documentário sobre ‘indignados’ espanhóis já pode ser visto na internet

Madri, 4 nov (EFE).- O primeiro documentário sobre o movimento espanhol por mudanças sociais e econômicas 15 de Maio (15-M), ‘Indignados’, poderá ser visto a partir desta sexta-feira na internet.

Dirigido pelo cineasta catalão Antoni Verdaguer, o filme é um projeto do advogado José Jover, conhecido por defender os direitos dos internautas frente às sociedades de gestão e propriedade intelectual.

Com 70 entrevistas selecionadas dentre as 200 realizadas desde maio, ‘Indignados’ dá voz para todo tipo de gente, desde anônimos a filósofos, artistas e ativistas políticos como a sueca Amelia Andersdotter, deputada do Parlamento Europeu e membro do Partido Pirata (rede internacional de partidos a favor do compartilhamento de conteúdos e contra leis de copyright), segundo Jover.

‘Tentamos dar uma visão asséptica do que estava acontecendo pelas ruas, sem ideologia; é o que o povo pensa e diz’, acrescentou o advogado que comparou o clima das filmagens ao engajamento dos manifestantes que utilizam seus próprios recursos tecnológicos.

Com um autofinanciamento que custou 20 mil euros, o longa pode ser conferido através de diversos servidores cujos links aparecerão na página http://www.docuindignados.com, além de uma tag especial no Twitter para incluir comentários sobre o filme.

Jover explicou que a ideia do projeto surgiu em uma viagem de trabalho a Bruxelas que coincidiu com os protestos do 15-M. Depois de falar com alguns deputados do Parlamento Europeu, perceberam que estes tinham uma imagem distorcida do movimento: ‘Achavam que eram quatro caras que tinham decidido não pagar o aluguel’.

Para mostrar do que realmente se tratava, o advogado se propôs a fazer ‘um pequeno vídeo para que vissem o que estava acontecendo de verdade’ e chamou seu amigo Antoni Verdaguer, que se interessou pela ideia.

O filme conta, além disso, com alguns vídeos e documentos cedidos que repassam os momentos mais significativos do movimento, desde as manifestações e os acampamentos, às incursões da Polícia e da mídia ‘que não tomam muita posição, assim como os políticos’, concluiu Jover. EFE