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Divergências sobre déficit encaminham Holanda para eleições antecipadas

Por Jean-Christophe Verhaegen 21 abr 2012, 16h05

A realização de eleições legislativas antecipadas na Holanda parece evidente, com o fracasso das negociações sobre a redução do déficit público do país, declarou neste sábado o primeiro-ministro liberal, Mark Rutte, após o fracasso das negociações entre a coalizão governamental de centro-direita e seu aliado no Parlamento, o partido de extrema direita de Geert Wilders.

Este último pediu a realização, “o quanto antes”, de eleições antecipadas. As negociações, iniciadas no dia 5 de março com uma duração prevista de três semanas, tinham como objetivo alcançar um acordo para economizar 16 bilhões de euros e reduzir o déficit público da Holanda, de 28 bilhões de euros em 2011, ou 4,7% do PIB, contra 5,1% em 2010. Ele supera o limite de 3% imposto pela União Europeia (UE).

O Departamento Central de Planejamento (CPB), em cujas estimativas se baseia Haia para fechar os orçamentos, avaliou em 1º de março que o governo holandês deveria poupar 16 bilhões de euros em 2013 para se ajustar ao teto europeu em matéria de déficit público.

O governo minoritário de Rutte, no cargo desde outubro de 2010, formou-se a partir de eleições antecipadas convocadas após a queda, em fevereiro, do governo do premier Jan Peter Balkenende devido a divergências dentro da coalizão envolvendo a prorrogação da missão militar holandesa no Afeganistão.

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