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Ditadura síria tortura crianças sistematicamente, diz ONU

Para Navy Pillay, Assad é responsável por massacre e deve enfrentar a Justiça

Por Da Redação
28 mar 2012, 09h03

As autoridades sírias estão prendendo e torturando crianças de forma sistemática, afirmou nesta quarta-feira a alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, em entrevista à rede britânica BBC. Segundo ela, a ONU não tem acesso a essas crianças.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram mais de 9.400 pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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“Esse é um dos desdobramentos mais chocantes da reação do regime sírio aos protestos”, disse Navi. “As forças de segurança estão indo atrás das crianças. Temos provas, obtidas pela comissão de investigação, após falar com pais e vítimas, de que crianças levaram tiros no joelho, foram presas em condições desumanas, sem acesso a medicamentos, sendo alvo de brutalidade. É horrível”.

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Quando questionada se o ditador sírio Bashar Assad é responsável pelos massacres, Navi disse que tem “provas suficientes apontando para o fato de que muitos desses atos cometidos pelas forças de segurança devem ter recebido a aprovação e a cumplicidade no mais alto nível de governo”. “Assad poderia simplesmente ordenar o fim das matanças”, afirmou. De acordo com a comissária, Assad deverá ‘enfrentar a Justiça’ devido aos abusos perpetrados no país, em referência ao Tribunal Penal Internacional.

Ainda durante a entrevista, Navi disse que as alegações do regime de Assad de que há ‘terroristas’ entre a oposição “não é uma desculpa para atacar áreas civis densamente povoadas”. “Isso é crime sob a lei internacional”, afirmou.

Violência – Apesar de Damasco ter aceitado o plano de paz do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, os confrontos continuam devastando o país nesta quarta-feira. Tanques do Exército sírio iniciaram nesta quarta-feira um ataque contra a cidade de Qalaat al-Madiq, na província de Hama, centro da Síria, que estava sitiada há várias semanas, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Combates violentos também foram registrados na província de Deraa, berço da rebelião popular, segundo o OSDH.

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