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Ditador do Iêmen afirma que ‘vai sacrificar tudo pelo país’

Saleh sugeriu que não vai deixar o poder, como governo chegou a anunciar

Por Da Redação - 1 abr 2011, 13h50

O ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, fez um discurso durante um gigantesco comício pró-governo na capital Sanaa nesta sexta-feira, no qual disse que sacrificará tudo pelo país e sugeriu que não tem planos de deixar o poder. “Juro a vocês que sacrificarei meu sangue e minha alma e tudo que for preciso pelo bem desse grande povo”, afirmou a milhares de simpatizantes. As palavras marcam um contraste com a retórica anterior do governo que, em 26 de março, informou que Salleh estaria negociando sua renúncia, após 32 anos no poder.

Semanas de protestos em todo o Iêmen levaram o regime à beira do colapso. Mas os Estados Unidos e a vizinha Arábia Saudita, país rico em petróleo e importante aliado financeiro, estão preocupados sobre quem sucederia Saleh num país que abriga terroristas da Al Qaeda.

Manifestações favoráveis e contrárias ao ditador atraíram, nesta sexta, milhares de pessoas na capital Sanaa até mesmo antes das orações de meio-dia, que têm sido uma referência para para a organização de protestos no Oriente Médio e no Norte da África. Temerosos de que as manifestações antigoverno explodam em nova onda de violência, as forças de segurança e o Exército instalaram diversos postos de controle nas avenidas da capital.

Mobilizações – Saleh enfrenta, desde o fim de janeiro, um movimento popular que exige sua renúncia. A revolta ganhou força após a morte, em 18 de março, de 52 manifestantes por disparos atribuídos a partidários do governo.

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Dias depois, o ministério das Relações Exteriores do país chegou a informar que o presidente estaria negociando sua saída do governo. Em um comunicado, o regime disse que o afastamento de Saleh era uma questão de tempo. Desde então, contudo, o ditador tem dado provas de que não pretedende, de fato, deixar o poder.

(Com agências Reuters e France-Presse)

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