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Ditador da Síria decreta anistia geral a presos políticos

Anistia é mais uma tentativa de aplacar as críticas a Assad

Por Da Redação 31 Maio 2011, 15h15

O ditador da Síria, Bashar al Assad, decretou nesta terça-feira uma anistia geral a presos políticos que tenham cometido crimes até hoje, informou a rede de televisão estatal. Deverão ser beneficiados, inclusive, membros do grupo fundamentalista Irmandade Muçulmana.

De acordo com a atual lei síria, quem for associado à Irmandade Muçulmana deve ser condenado à pena de morte. Em 1982, a entidade liderou uma revolta armada contra o pai de Assad, que enviou suas tropas para esmagar o levante.

Segundo a emissora, a anistia consiste no perdão de metade da pena de prisioneiros cujas denúncias não tenham sido feitas por indivíduos. Ativistas de direitos humanos afirmam que 10.000 manifestantes foram presos e 1.000 foram mortos desde o começo dos protestos no país, há três meses. Os dados ainda não foram oficialmente confirmados.

Assad tentou minimizar as pressões internas e externas para sua renúncia anteriormente, porém sem êxito. Entre as tentativas estão a criação de um comitê para elaborar uma nova lei eleitoral e realizar eleições gerais, a aprovação do fim da Lei de Emergência e o apoio a uma nova lei que garante o direito de convocar protestos pacíficos. A União Europeia e os Estados Unidos já impuseram sanções contra Assad, responsável pela violenta repressão aos protestos que exigem o fim de seu regime.

(Com agência Efe)

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