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Dissidentes acusam regime sírio de ataques em Aleppo

Explosões contra prédios das forças de segurança mataram 25 e feriram 175

O Exército Sírio Livre (ELS), integrado por militares dissidentes, acusou o regime de Bashar Assad de organizar os dois atentados com carro-bomba ocorridos nesta sexta-feira em Aleppo, a segunda maior cidade da Síria. A intenção, segundo eles, seria “desviar a atenção” da repressão, principalmente em Homs – onde um novo bombardeio deixou pelo menos cinco mortos esta manhã.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.400 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.

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“Este regime criminoso mata nossos filhos em Homs e realiza ataques em Aleppo para desviar a atenção do que fazem em Homs”, declarou o coronel Maher Nuaimi, porta-voz do ESL. Pelo menos 25 pessoas morreram e 175 ficaram feridas na explosão de dois carros-bomba nesta sexta-feira na cidade síria de Aleppo (norte), enquanto os tanques do Exército ingressavam em um bairro de Homs, foco dos protestos contra o regime no centro do país e bombardeado sem descanso há sete dias.

Um terrorista suicida explodiu seu veículo a 100 metros da entrada do edifício da segurança militar, informou o canal oficial, exibindo uma cratera deixada pela explosão nas imediações da sede das forças de segurança. O segundo ataque foi teve com alvo, segundo a televisão, um edifício da segurança militar. Os militantes sírios informaram sobre três explosões, uma delas perto de um edifício da segurança em Aleppo, cidade que até agora não registrou uma forte revolta popular.

Homs – Já a cidade de Homs, reduto da oposição, segue como o principal foco de ataques das forças de segurança de Assad. Nesta sexta, um novo bombardeio matou pelo menos cinco pessoas. entre elas dois menores. Segundo os opositores Comitês de Coordenação Local (CCL), a essas vítimas se somam outros quatro em Al Dumair, nos arredores de Damasco.

A Comissão Geral da Revolução Síria destacou que 100 projéteis foram lançados desde o amanhecer contra o bairro de Baba Amro, o mais castigado pelos ataques do regime em Homs. Esse mesmo grupo assegurou que não aconteceu a oração muçulmana da sexta-feira em nenhuma das mesquitas desse bairro. Os franco-atiradores seguem postados nos terraços de alguns edifícios e disparam contra tudo aquilo que se movimenta, ressaltou a Comissão.

Enquanto isso, as forças do regime também bombardearam os bairros de Karam al Zeitun, Dauar al Fajura, Bab al Drib e Yib Yandali, entre outros, e dispararam contra manifestantes em Dael e Basear al Harir, no sul do país, e em Latakia, na costa mediterrânea. Além disso, os soldados do regime abriram fogo contra os presentes em um funeral em Al Dumair, na periferia de Damasco. Estas informações não puderam ser confirmadas de forma independente, porém, devido às restrições impostas pelas autoridades sírias aos jornalistas.

(Com agências EFE e France-Presse)