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Dissidência cubana denuncia novas detenções de ativistas

Entre os presos está Antonio Rodiles, fundador de um grupo de ativistas civis

Por Da Redação - 2 jan 2015, 06h29

Pelo menos 18 opositores e ativistas cubanos foram detidos nesta quinta-feira em Havana, a maior parte deles em uma manifestação em frente a um centro policial para exigir a libertação de outros presos nos últimos dias. Entre os detidos estão Antonio Gonzáles Rodiles, organizador de um grupo civil chamado Estado de Sats (sat significa verdade em sânscrito), e sua esposa, Ailer González, confirmou a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), liderada por Elizardo Sanchéz. O Estado de Sats milita por mais liberdades civis e abertura democrática na ilha caribenha.

Sanchéz afirmou nesta sexta-feira que os presos tinham ido ao centro de detenção conhecido como Vivac para pedir a libertação dos ativistas mantidos pela polícia no local desde terça-feira. A artista Tania Bruguera também pode estar entre os presos. As detenções começaram na última terça-feira, quando ela tentou organizar uma performance artística, irritando o governo da ilha.

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A CCDHRN, no entanto, não diz não ter a confirmação de que Tania está entre os dezoito detidos. Já o 14yMedio, portal independente dirigido pela blogueira Yoani Sanchéz, afirma que ela está presa. De acordo com Yoani, entre 60 e 70 dissidentes, jornalistas independentes e ativistas foram presos nos últimos dias na capital cubana.

Tania tria sido detida acusada de “resistência e incitação à desordem pública” por causa da performance que ela convocou na emblemática Praça da Revolução de Havana. O ato, que foi qualificado pelas autoridades culturais da ilha como “oportunista e com intenção de provocação política”, não ocorreu porque Tania foi presa antes mesmo da realização da ação artística.

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Críticas – As prisões de ativistas em Havana, as primeiras após o anúncio da reaproximação diplomática entre Estados Unidos e Cuba, provocou uma dura reação do Departamento de Estado americano. Em nota, a diplomacia dos EUA afirma que “lamenta e condena fortemente a perseguição contínua do governo cubano e a utilização reiterada da detenção arbitrária, às vezes com violência, para silenciar os críticos, perturbar as reuniões pacíficas e a liberdade expressão, e intimidar cidadãos”.

(Com agência EFE)

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