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Disparos e explosões culminam com mais de 32h de convulsão em Toulouse

Por Da Redação 22 mar 2012, 10h01

Rafael Herrero.

Toulouse (França), 22 mar (EFE).- Um intenso tiroteio e ao menos duas explosões colocaram ponto final nesta quinta-feira ao cerco ao assassino confesso de sete pessoas na França, depois de mais de 32h que convulsionaram a habitual tranquilidade do bairro de Cote Pavée da cidade francesa de Toulouse.

O suposto autor dos assassinatos de Toulouse e Montauban, identificado como Mohammed Merah, morto após a ação da Polícia, residia em um dos prédios mais altos e modestos deste bairro cêntrico ao leste da cidade, caracterizado pelas ruas estreitas limitadas por casas e vilas horizontais.

Uma grande parte das ruas de sentido único permanece tomada pela Polícia francesa, que manteve o cerco ao imóvel de Merah desde as 23h (de terça-feira de Brasília), madrugada de quarta na França.

Conforme avançava a manhã, os moradores do bairro e curiosos se aproximaram do cordão policial para tentar assistir ao desenlace da operação policial, e a maioria deles registrava em seus celulares e câmeras o intenso tiroteio que às 7h27 (de Brasília) evidenciou o fim do ataque ao apartamento de Merah.

A longa espera se transformou em vigília para muitos dos moradores, que tentavam nesta quinta-feira levar vida normal após uma noite quase sem dormir por causa das explosões com que a Polícia tentou minar a moral do suposto assassino.

Um vizinho do mesmo prédio afirmou à Agência Efe que não sentiu medo em nenhum momento, mas se questionava o tempo todo sobre o que estaria passando na cabeça de um jovem para cometer atos tão violentos. Apesar de morar a poucos metros da porta do suposto assassino, o vizinho não o reconheceu nas fotografias estampadas nos jornais.

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Embora a rua tenha passado a noite às escuras, em sua casa não faltou energia ou gás, como aparentemente ocorreu na casa de Merah, a quem a Polícia isolou totalmente.

O conjunto de prédios no qual fica a moradia de Merah, vários imóveis de cinco pavimentos construídos com tijolo e concreto em 1956, está a 400 metros da escola Armand Leyge, que abriu nesta quinta-feira as portas com normalidade. Para dar melhor acolhimento às crianças, os professores as esperavam na porta.

Um dos responsáveis pela instituição comentou que Cote Pavée é ‘um bairro tranquilo’ e não precisamente pobre, mas admitiu que o conjunto de prédios em que vivia o suposto terrorista ‘é mais simples e de menor preço, comparado a maior parte dos existentes na região’.

Por esse motivo, conta que os vizinhos ficaram surpresos com a notícia de que o assassino da motocicleta era de Cote Pavée.

Outra habitante do bairro confirma esta impressão ao explicar que na zona há muitas vilas nas quais vivem ‘médicos e dentistas’ e não se trata de nenhuma área deprimida.

A jovem admite ter passado toda a noite acordada acompanhando pela TV o que acontecia nos arredores, e contou que a cada detonação ficava sobressaltada.

Embora já tenha passado mais de 2h da invasão ao apartamento de Merah, a Polícia mantém o cordão policial de isolamento do centro ao bairro de Cote Pavée. EFE

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