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Diretor de inteligência dos EUA reafirma interferência russa

James Clapper declarou que a Rússia usou de uma "estratégia multifacetada" para interferir na eleição americana

Por Da redação - 5 jan 2017, 16h17

O diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, James Clapper, reafirmou nesta quinta-feira que a Rússia realizou ciberataques para tentar interferir nas eleições presidenciais de novembro, contrariando o presidente eleito Donald Trump. Clapper também antecipou que um documento com informações sobre o motivo dos ataques será publicado na próxima semana.

O chefe de inteligência compareceu a uma audiência no Senado americano sobre as invasões atribuídas à Rússia e postas em dúvida por Trump. Segundo Clapper, a comunidade de inteligência sustenta agora “com ainda mais firmeza” que a Rússia quis interferir nas eleições não só com ciberataques, mas com uma “estratégia multifacetada” que incluiu também propaganda e disseminação de notícias falsas.

Acerca dos comentários de Trump descreditando a existência de uma interferência russa, Clapper disse que “há uma diferença entre ceticismo e depreciação” e preferiu não avaliar se as invasões influenciaram diretamente o resultado das eleições. Clapper também não determinou se as ações russas foram, de fato, um “ato de guerra”. “É uma afirmação muito forte que acredito que não deva ser feita pela comunidade de inteligência”, comentou.

Junto a Clapper, o subsecretário de Defesa para Inteligência, Marcel Lettre, e o diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA), Mike Rogers, entregaram uma declaração ao Senado, na qual afirmam que a Rússia representa uma “grande ameaça” para o governo e a infraestrutura militar, diplomática e comercial dos Estados Unidos. “Avaliamos que só funcionários do mais alto escalão na Rússia poderiam ter autorizado os recentes roubos e revelações centrados na eleição”, afirmaram no documento.

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O governo do presidente em fim de mandato, Barack Obama, impôs na semana passada sanções diplomáticas e econômicas à Rússia em represália pelos ciberataques. Obama receberá hoje um relatório confidencial de inteligência sobre essas invasões, enquanto Trump se reunirá nesta sexta-feira com os responsáveis da CIA, do FBI e da DNI para conhecer detalhes sobre a espionagem russa.

(Com EFE)

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