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Diplomatas voltam a ser alvo de violência na Venezuela

Caracas, 9 abr (EFE).- O corpo diplomático credenciado na Venezuela voltou a ser alvo de sequestros, o mais recente incidente envolveu o agregado comercial da Embaixada da Costa Rica no país, Guillermo Cholele, no quarto episódio violento que tem como foco diplomatas nos últimos cinco meses.

A Polícia da Venezuela procura nesta segunda-feira por Cholele, sequestrado no domingo à noite em Caracas por um grupo que já pediu o pagamento de resgate, confirmaram autoridades de ambos os países.

Trata-se de um ‘suposto sequestro com fins de extorsão’, disse em entrevista coletiva o ministro do Interior venezuelano, Tareck el Aissami, após ressaltar que no caso trabalham analistas do Corpo de Pesquisas Científicas Penais e Criminalísticas (Cicpc).

A embaixadora da Costa Rica na Venezuela, Nazareth Avendaño, manifestou aos jornalistas que o caso ‘está na mão da Polícia científica’ da Venezuela.

A Chancelaria da Costa Rica informou em comunicado que os sequestradores ligaram para a casa do diplomata e anunciaram o valor que querem pelo resgate. Para tranquilizar a família, afirmaram que Cholele ‘está em bom estado de saúde’.

O comunicado do Ministério das Relações Exteriores costarriquenho classificou o fato de ‘sumamente grave’. A embaixadora costarriquenha assinalou que os sequestradores não fizeram mais contatos.

Para a Promotoria da Venezuela, Cholele, agregado comercial e conselheiro da Embaixada, foi sequestrado no leste de Caracas por um grupo de homens armados que o retiraram de seu veículo, com placas diplomáticas, e o colocaram em outro carro.

A embaixadora costarriquenha revelou que Cholele, há seis anos na Venezuela com a esposa e dois filhos, estava sozinho no momento do sequestro.

O Ministério Público designou dois promotores da Unidade Antiextorsão e Sequestro para coordenar as investigações com os analistas do Cicpc.

Diante de toda esta situação, o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, fez nesta segunda-feira uma particular interpretação dos fatos ao assinalar que esperava que a sucessão de incidentes contra diplomatas no país seja uma ‘coincidência’. EFE