Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Diplomata russo renuncia em protesto contra Vladimir Putin

Em carta aberta, Boris Bondarev critica guerra na Ucrânia e diz se sentir 'envergonhado' de seu país; porta-voz do Kremlin rebate acusações

Por Da Redação 24 Maio 2022, 12h26

O diplomata russo Boris Bondarev renunciou ao cargo na segunda-feira 23, condenando a invasão da Rússia à Ucrânia. Rebatendo as críticas, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse nesta terça-feira, 24, que se o ex-funcionário do Ministério da Relações Exteriores russo “não está mais conosco, ele está contra nós”.

O veterano diplomata russo no escritório das Nações Unidas em Genebra entregou sua renúncia junto com uma declaração a colegas estrangeiros criticando a “guerra agressiva” desencadeada pelo presidente russo Vladimir Putin na Ucrânia. Boris Bondarev, que trabalhou por 20 anos como conselheiro na missão permanente da Rússia em Genebra, disse à agência de notícias Reuters: “Fui à missão como qualquer outra segunda-feira de manhã, encaminhei minha carta de demissão e saí”.

No comunicado, ele condenou a invasão da Ucrânia e atacou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia. “Durante vinte anos de minha carreira diplomática, vi diferentes reviravoltas em nossa política externa, mas nunca fiquei tão envergonhado de meu país como em 24 de fevereiro deste ano”, disse Bondarev.

A data refere-se ao primeiro dia da invasão, que Putin descreve como uma “operação militar especial” para “desnazificar” o país vizinho. “A guerra agressiva desencadeada por Putin contra a Ucrânia e, de fato, contra todo o mundo ocidental, não é apenas um crime contra o povo ucraniano, mas também, talvez, o crime mais grave contra o povo da Rússia”, escreveu o ex-diplomata em sua carta, divulgada nas redes sociais.

Em entrevista à CNN, o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov rebateu as críticas do ex-funcionário do Ministério das Relações Exteriores.

“Só podemos dizer que o Sr. Bondarev não está mais conosco, ao contrário, ele está contra nós”, disse Peskov. O secretário de Imprensa de Putin alegou que, apesar das acusações feitas pelo ex-diplomata, a população está do lado do governo russo. “Ele tem uma posição que condena as ações da liderança russa, e as ações da liderança russa são apoiadas por quase toda a população de nosso país”, disse o porta-voz do Kremlin.

Vladimir Putin desfruta de altos índices de aprovação pública, mas a mídia estatal não tolera a oposição política, sendo dominada por uma política de censura. No início do conflito, o governo russo lançou uma lei que prevê até 15 anos de prisão para quem divulgar o que Moscou considerar “informação falsa” sobre as ações do país no exterior. A medida proíbe inclusive que a imprensa russa use expressões como “guerra” e “invasão” para se referir ao conflito com a Ucrânia.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)