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Dilma falará sobre migração e ajuda militar em visita ao Haiti

Rio de Janeiro, 25 jan (EFE).- A migração de haitianos ao Brasil e a redução do contingente militar da missão das Nações Unidas serão tratados durante a visita que a presidente Dilma Rousseff fará ao Haiti dia 1º de fevereiro, afirmou nesta quarta-feira o chanceler Antonio Patriota.

O ministro disse que Dilma e seu colega haitiano, Michel Martelly, falarão em Porto Príncipe sobre a diminuição do contingente brasileiro no Haiti, e que o Brasil colocará mais ênfase em ‘ações de infraestrutura e desenvolvimento econômico’, como a construção de uma hidrelétrica, escolas e hospitais no país.

O Haiti sofreu em 12 de janeiro de 2010 um terremoto que deixou cerca de 300 mil mortos e destruiu infraestruturas básicas, casas e estradas.

O Brasil, com 2.200 soldados, é o responsável pela Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) e patrocina projetos de infraestrutura no país, onde cerca de 500 mil pessoas ainda vivem em tendas de campanha.

Na sua visita, a presidente também tratará sobre o ‘papel do Brasil na estabilização e reconstrução do Haiti, depois do novo terremoto’, segundo declarações do ministro divulgadas na ‘Agência Brasil’.

Dilma chegará ao Haiti dia 1º de fevereiro procedente de Havana, que visitará no fim de janeiro.

O responsável pelas Relações Exteriores disse que a regulação dos cerca de 2.400 haitianos que ingressaram no Brasil pela Amazônia nos últimos meses e a concessão de mais vistos é parte da ‘nova política’ de abertura do Brasil para este país caribenho.

Cerca de 4 mil haitianos vivem atualmente no Brasil, sobretudo na região da Amazônia, segundo dados governamentais.

O Governo concedeu aos imigrantes haitianos um visto de residência ‘humanitária’ que lhes permite viver e trabalhar no Brasil, já que não podem ser considerados asilados nem refugiados políticos.

A maioria dos haitianos chega por intermédio de redes de tráfico de pessoas após uma viagem que começa em um voo direto entre Santo Domingo e Quito e continua por estradas da Bolívia e Peru antes de ingressar na Amazônia brasileira. EFE