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Dilma aprofunda combate contra corrupção, segundo CGU

Por Da Redação 9 dez 2011, 16h27

Brasília, 9 dez (EFE).- O Governo de Dilma Rousseff, que desde junho passado perdeu seis ministros por alegada corrupção, aprofundou o combate aos ilícitos na gestão pública, afirmou nesta sexta-feira o ministro da Contraloria-Geral da União (CGU), Jorge Hage.

‘É importante que, nos últimos oito anos, o Brasil despertou e deu início a transformações significativas na área do combate à corrupção, que continua e se aprofunda no Governo de Dilma Rousseff’, declarou Hage em um ato organizado no marco do Dia Internacional contra a Corrupção.

A presidente assumiu o poder no dia 1º de janeiro e desde junho passado destituiu ou aceitou a renúncia dos ministros da Casa Civil, Antonio Palocci; Transportes, Alfredo Nascimento; Agricultura, Wagner Rossi, Turismo, Pedro Novais; Esporte, Orlando Silva; e Trabalho, Carlos Lupi.

Depois dessa sucessão de quedas, todas devidas a supostas irregularidades, continuam sob suspeita e pela mesma causa os ministros de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; e das Cidades, Mario Negromonte.

No ato do Dia Internacional contra a Corrupção também participou o titular da Advocacia Geral da União (AGU), Luís Inácio Lucena Adams, que assegurou que o Brasil se colocou à frente no combate aos ilícitos na gestão pública e que ‘chegará um dia em que os corruptos não terão mais lugar no país’.

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Luís Inácio afirmou que seu escritório está tranquilo agora para tentar recuperar todo o dinheiro roubado dos cofres públicos, que não especificou quanto é, mas do qual calculou que só se reintegra 15%.

A meta da AGU, segundo explicou, é recuperar pelo menos 25% desse dinheiro até 2016.

Luís Inácio disse que o Brasil está no ‘caminho correto’ e que ‘dessa maneira se chegará ao dia em que a corrupção será um fator absolutamente residual e combatido por todos os cidadãos’.

Segundo dados apresentados pela CGU, desde o ano 2005 as autoridades realizaram 1.500 operações contra delitos de corrupção e deteve 17 mil pessoas, embora não tenha dito quantas foram soltas.

O relatório também indicou que nos últimos seis anos, pela mesma causa, foram cassados cerca de 3.500 funcionários de diferentes organismos do Estado. EFE

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