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Dilma alerta à ONU que crise econômica pode provocar ‘grave ruptura social e política’

Por Spencer Platt 21 set 2011, 11h23

A presidente Dilma Rousseff alertou nesta quarta-feira que a crise econômica pode provocar uma “grave ruptura social e política” no mundo e pediu unidade para sair dela, ao inaugurar o debate anual da 66ª Assambleia Geral da ONU.

A crise econômica pode se transformar numa “grave ruptura política e social”, afirmou Dilma, a primeira mulher a abrir a Assembleia anual das Nações Unidas, acrescentando que o mundo se encontra numa situação “extremadamente delicada” e ante uma “grande oportunidade histórica”.

“Ou nos unimos todos e saímos vencedores ou saímos todos derrotados”, continuou.

Rousseff disse ainda que já não interessa buscar responsáveis para a crise, e sim encontrar “soluções coletivas” e propôs “uma nova cooperação” entre os países desenvolvidos e emergentes.

“É pela primeira vez na história das Nações Unidas que uma voz feminina inaugura o debate geral, é a voz da democracia e da igualdade”, declarou Rousseff, que foi muito aplaudida neste momento.

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“Tenho a certeza que este será o século das mulheres”, acrescentou.

Dilma também afirmou que chegou a hora de um Estado palestino se converter em membro pleno das Nações Unidas.

“Chegou o momento de ter representada a Palestina a pleno título”, afirmou Rousseff, deixando clara a posição do Brasil em meio a intensas negociações para evitar uma crise diplomática pelo pedido de adesão dos palestinos à ONU.

Por tradição, corresponde ao Brasil inaugurar o debate da Assembleia Geral da ONU, e por isso Dilma Rousseff foi a primeira chefe de Estado a falar na tribuna ante os líderes mundiais reunidos em Nova York, antes do presidente americano, Barack Obama.

Além de Rousseff e Obama, devem falar ao longo da manhã os presidentes do México, Felipe Calderón, da França, Nicolas Sarkozy, da Argentina, Cristina Kirchner, e da Colômbia, José Manuel Santos.

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