Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês

Diante de suspeita de fraude, OEA pede 2º turno de eleição na Bolívia

Candidato à reeleição, Evo Morales denuncia tentativa de golpe de Estado pela oposição; Carlos Mesa pede protestos permanentes

Por Da Redação Atualizado em 30 jul 2020, 19h37 - Publicado em 23 out 2019, 17h48

A Organização dos Estados Americanos (OEA) informou nesta quarta-feira, 23, que a “melhor opção” para a Bolívia é a convocação do segundo turno das eleições, ainda que o atual presidente Evo Morales alcance a margem de votos para se reeleger. O país foi tomado por protestos diante da suspeita de fraudes no pleito do último domingo, 20. O líder boliviano acusa a oposição de tentativa de golpe de Estado.

“Devido ao contexto e aos problemas evidenciados neste processo eleitoral, continuaria sendo uma melhor opção convocar um segundo turno”, explicou Gerardo Icaza, diretor da missão de observação eleitoral da OEA, em Washington.

Na quarta-feira, o candidato de oposição, Carlos Mesa, pediu “protestos permanentes” até que uma votação no segundo turno fosse determinada, acrescentando que em breve apresentaria evidências de adulteração na contagem, reportou a emissora Al Jazeera.

A apuração oficial das eleições na Bolívia se aproxima a 97% dos votos. Evo Morales está a poucos décimos de obter a vitória no primeiro turno, em uma contagem que a oposição considera fraudulenta. Por outro lado, o atual presidente sugere que esse argumento é apenas um pretexto.

“Um golpe de Estado está em andamento. Com antecedência, a direita havia se preparado para um golpe com apoio internacional”, clamou durante uma coletiva na capital La Paz nesta quarta-feira.

Continua após a publicidade

Segundo dados do órgão eleitoral, Evo tem atualmente 46,49% dos votos apurados, enquanto Mesa aparece com 37,01%. Na Bolívia, vence no primeiro turno o candidato que obtiver mais de 50% dos votos ou, pelo menos, 40% com uma margem de dez pontos percentuais sobre o adversário.

Na opinião de Icaza, caso Evo consiga os dez pontos sobre Mesa, é “razoável concluir que vencerá por uma diferença ínfima”, motivo pelo qual considera um segundo turno a melhor opção. “Os resultados de uma eleição devem ser críveis e aceitáveis para toda a população, não só para um setor”, comentou o líder das missões eleitorais da OEA.

Depois das eleições, a apuração preliminar indicava a possibilidade de um segundo turno, mas esse cenário perdeu força após a contagem ser interrompida. A OEA expressou preocupação com a interrupção e pediu transparência.

Diante das críticas, o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, Diego Pary, comunicou ao secretário-geral da OEA, Luis Almagro, que aceita a realização de uma auditoria de todo o processo eleitoral, mas não deixou claro se os resultados finais prevalecerão, como reivindica a organização.

(Com EFE e Reuters)

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês