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Diálogo entre governo colombiano e Farc é adiado

Conversações em Havana deveriam começar nesta quinta, mas ficaram para segunda-feira. Motivo alegado é estudar participação da sociedade civil

O início das conversações de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foi adiado para a próxima segunda-feira, em Havana, Cuba. Inicialmente, o diálogo estava previsto para começar nesta quinta-feira. O adiamento foi justificado pela necessidade de se definir detalhes da agenda do encontro.

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“Combinamos continuar com a reunião técnica para analisar os detalhes dos mecanismos para a participação cidadã entre 15 e 18 de novembro. Na segunda-feira, 19, em Havana, os negociadores começarão a discussão sobre a agenda estipulada”, afirmaram as partes envolvidas, por meio de um comunicado publicado no site da presidência colombiana.

Representantes do governo e das Farc deram início a uma reunião técnica no último dia 6, na capital cubana, a fim de preparar a logística da fase de negociação. Segundo a imprensa colombiana, o principal objetivo da reunião, era determinar aspectos práticos, como a duração das sessões e quem serão os porta-vozes do processo. Dias antes, as Farc divulgaram um comunicado no qual pedem uma maior participação pública no diálogo, o que vinha sendo descartado até alegadamente motivar o adiamento dos trabalhos.

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Em visita oficial a Portugal, nesta terça-feira, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que só com boa vontade se chegará a um acordo: “Esperamos que na mesa de negociação se mostre boa vontade. Se há boa vontade, há acordo”.

Histórico – O processo de paz foi lançado formalmente em 18 de outubro em Oslo, na Noruega. A mesa de diálogo abordará uma agenda de cinco pontos: reforma agrária, participação política, drogas ilícitas, abandono das armas e vítimas.

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O primeiro assunto a ser debatido na mesa de diálogos é o problema da terra na Colômbia, que representa um desafio por se tratar de um dos pontos de origem do conflito armado colombiano, que começou há quase meio século. Cerca de 1% da população colombiana possui 52% das propriedades rurais.

(Com Agência France-Presse e EFE)