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Dezenas de reféns turcos são libertados no Iraque

Segundo o governo turco, entre os reféns que foram soltos está o cônsul-geral do país, Ozturk Yilmaz e outros diplomatas

Por Da Redação - Atualizado em 10 dez 2018, 11h30 - Publicado em 20 set 2014, 10h43

Dezenas de turcos que haviam sido sequestrados por militantes islâmicos no Iraque, há três meses, foram libertados e retornaram a seu país neste sábado. A informação foi confirmada pelo primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, que interrompeu uma visita a Baku, capital do Azerbaijão, para encontrar os reféns na província turca de Sanliurfa, perto da fronteira com a Síria. Eles seguiram de avisão oficial do governo para Ancara, capital turca.

O sequestro aconteceu em 11 de junho, quando 49 funcionários do consulado turco na cidade iraquiana de Mosul foram tomadas como reféns pelo Estado Islâmico (anteriormente conhecido como Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ou EIIL). Na ocasião, o grupo militante fazia ofensivas para conquistar grandes áreas do Iraque e Síria.

Segundo o vice-premiê, Bulent Arinc, foram libertados, neste sábado, três iraquianos e 46 turcos, entre eles o cônsul-geral do país, Ozturk Yilmaz, outros diplomatas, crianças e oficiais da força de polícia especial da Turquia.

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O primeiro-ministro turco não informou onde ocorreu a libertação, mas a agência de notícias estatal Anadolu publicou que os cativos tinham sido mantidos em oito diferentes endereços em Mosul e não teria havido pagamento de resgate pelos reféns. Já segundo a CNN, os sequestrados foram levados à fronteira turca depois de terem sido capturados, há três meses, na cidade síria de Tel Abiad, a cerca de 400 quilômetros de Mossul, no Iraque. A cidade já foi palco de tensos combates do Estado Islâmico (EI) com tropas americanas.

Na sexta-feira, o vice-primeiro-ministro turco, Bülent Arinc, já havia revelado que as autoridades tinham conhecimento do paradeiro dos sequestrados, entre eles mulheres e crianças, e que o governo mantinha contato com eles.

(Com agências Associated Press, EFE e Estadão Conteúdo)

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