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Detidos por ataque no México confessaram ser do cartel Los Zetas

Por Ronaldo Schemidt 29 ago 2011, 13h58

As cinco pessoas detidas por suspeita de atacar o cassino Royale de Monterrey, norte do México, que deixou 52 mortos na quinta-feira passada, confessaram pertencer ao cartel de Los Zetas, informou nesta segunda-feira Rodrigo Medina, governador do Estado de Nuevo León.

A polícia deteve no domingo um adolescente que dirigia um carro roubado em Escobedo, município vizinho de Monterrey, e que estava ligado ao ataque. Foi ele quem forneceu dados que permitiram a detenção dos outros quatro cúmplices.

De acordo com Medina, os homens confessaram sua participação no incêndio com gasolina contra o cassino. Trinta e nove dos 52 mortos foram identificados e, destes, 31 eram mulheres, informou a procuradoria estatal nesta sexta-feira.

No sábado, o exército mexicano iniciou o envio de 3.000 militares e policiais federais a Monterrey para reforçar a segurança dessa cidade.

No total, serão enviados 1.500 soldados. Os outros 1.200 oficiais serão mobilizados em um prazo máximo de 72 horas em Monterrey, terceira maior cidade do México, detalhou o órgão.

Quanto à polícia federal, 1.500 oficiais já se encontram em Monterrey equipados com carros blindados e helicópteros, informou em um comunicado a Secretaria de Segurança Pública.

O presidente Felipe Calderón ordenou na sexta-feira reforçar a segurança em Monterrey e no restante do estado de Nuevo León, atingidos por uma violenta disputa entre cartéis de traficantes, e perseguir os autores do incêndio intencional no cassino Royale.

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O governo mexicano já tinha aumentado em duas ocasiões seu aparato de segurança em Nuevo León e no vizinho Tamaulipas, ambos na fronteira com os Estados Unidos, diante do aumento da disputa entre o cartel do Golfo e seu antigo braço armado, Los Zetas.

A estratégia militar de Calderón, que tem cerca de 50.000 soldados nas ruas contra o crime organizado, foi considerada contraproducente pela oposição. Organizações civis nacionais e internacionais como Anistia Internacional ou Human Rights Watch denunciam que os soldados cometeram graves violações aos direitos humanos no contexto da luta antidrogas.

Mas Calderón classificou de terroristas os autores do ataque e a procuradoria mexicana, por sua vez, ofereceu uma recompensa de 2,4 milhões de dólares por informações que levassem aos autores do crime.

Um mulher que sobreviveu ao ataque e que deu seu testemunho à TV Milenio revelou que um grupo entrou no cassino, jogou gasolina e ateou fogo ao local.

Boletins de jornais locais dizem que vários cassinos de Monterrey, no Estado de Nuevo León, têm sido atacados – o último em maio passado – porque seus donos têm se negado a pagar pelas extorsões, que são outra fonte de renda dos traficantes.

O estado de Nuevo León é um dos cenários mais afetados pelas disputas entre traficantes, que, junto com operações das forças de segurança, deixaram mais de 41.000 mortos desde dezembro de 2006, quando o governo colocou o exército para combater o tráfico.

Vários cassinos e centros noturnos de Monterrey, coração industrial do norte do México, foram atacados nos últimos meses porque seus donos se negaram apagar extorsões, uma das fontes de renda dos narcotraficantes.

Mais de 41.000 pessoas morreram no México desde dezembro de 2006 devido à luta entre os carteis e entre estes grupos e as autoridades.

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