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Detidos nas manifestações em Cuba podem pegar até 30 anos de prisão

Os julgamentos dos envolvidos nos protestos de 11 e 12 de julho começam nesta semana e devem durar de três a quatro dias

Por Matheus Deccache Atualizado em 12 jan 2022, 12h14 - Publicado em 12 jan 2022, 12h13

Ao menos 57 manifestantes presos em Cuba durante a onda de protestos do ano passado devem ser julgados nesta semana, de acordo com seus parentes. As penas podem chegar a até 30 anos de prisão. 

Segundo Roxana Garcia, irmã de um dos réus, à Al Jazeera, os julgamentos devem durar de três a quatro dias.

Ela disse ainda que as testemunhas de acusação serão os mesmos policiais que agrediram o seu irmão durante as manifestações. Andy Dunier Garcia, de 24 anos, é acusado de desordem pública, além de agressão e desacato à autoridade.

Os protestos eclodiram em Cuba nos dias 11 e 12 de julho, quando milhares de pessoas foram às ruas contra a escassez de alimentos, aumento dos preços e dificuldades econômicas. Alguns também pediam uma mudança no governo. 

Na época, as autoridades prenderam centenas de manifestantes e várias lojas e veículos foram queimados ao longo do final de semana. Uma pessoa foi morta e outras dezenas ficaram feridas. 

Embora o número oficial de prisões nunca tenha sido divulgado pelo governo, funcionários dos tribunais disseram que, apenas em agosto, 23 julgamentos rápidos ocorreram para 67 réus que enfrentavam acusações menores. Desde então, os promotores formalizaram acusações mais graves contra outros suspeitos. 

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Segundo a organização Justiça 11J – grupo com membros em Cuba e no exterior –, há a confirmação de 1.334 detenções, 223 condenações por diversas acusações e 231 outras acusações, além de 98 multas aplicadas a outras pessoas.

Ainda de acordo com os parentes, as autoridades cubanas irão permitir apenas um membro da família de cada réu no tribunal e que algumas queixas levantadas durante os protestos eram justificadas. 

No entanto, a narrativa de que os Estados Unidos estavam por trás das manifestações voltou a ser utilizada, uma vez que a mobilização aconteceu, em sua maioria, por meio das redes sociais recentemente autorizadas no país. 

Em defesa, o governo americano negou qualquer envolvimento nos atos e impôs algumas sanções contra Cuba, alegando que as autoridades foram cúmplices da repressão vista em Havana. 

Na última semana, Washington impediu que oito funcionários do governo cubano entrassem nos Estados Unidos depois de alegações de que eles estariam envolvidos nos maus-tratos a manifestantes.

O secretário de Estado, Antony Blinken, acusou as autoridades cubanas de realizar “tentativas de silenciar as vozes do povo por meio das repressões, detenções injustas e duras penas de prisão”. 

Ainda de acordo com ele, cerca de 600 pessoas envolvidas nos atos seguem detidas, incluindo alguns com condições de saúde degradantes e sem acesso a medicamentos básicos e alimentos.

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